Do Além
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Do Além

Do Além

Tipo

Filme

Ano

2008

Duração

89 min

Status

Released

Lançamento

2008-04-25

Nota

5.6

Votos

158

Direção/Criação

Phedon Papamichael

Orçamento

-

Receita

US$ 66.456

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Numa pequena e religiosa cidade, uma jovem está dividida entre sua educação cristã e o desejo de experimentar o mundo de fora. Mas antes que possa deixar o local, os moradores da cidade começam a morrer misteriosamente e, as evidências indicam que ela possa ter alguma relação com os acontecimentos.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um pequeno filme de terror psicológico simples, mas muito eficaz.** Apesar de este filme não ser realmente original nas suas premissas, pareceu-me capaz de funcionar de maneira satisfatória durante a maior parte do tempo. O tema desta produção de terror psicológico é uma onda de suicídios entre adolescentes que rapidamente provoca várias vítimas numa pequena cidade do Leste dos EUA. O lugar é pequeno, quase todos se conhecem e frequentam a mesma igreja evangélica, e há enorme fanatismo religioso. Assim, os olhares voltam-se para uma família estranha que não tem religião, e que passa a ser encarada como a origem de todos os males, e odiada por todos. Parece-me impossível analisar este filme sem falar no suicídio ou na fé imposta por medo. São realidades que fazem parte do nosso quotidiano. Eu mesmo conheci pessoas que já se tentaram matar, ou que são tão incrivelmente fanáticas que custa a acreditar. Entre os cristãos evangélicos, de resto, não é difícil achar pessoas que, afivelando no rosto uma beatitude hipócrita, escondem até de Deus, os mais inconfessáveis e impenitentes erros e vícios: alcoolismo, jogo, prostituição, adultério, sexo promíscuo… até conheci pastores e familiares de pastores que são piores do que os piores pecadores do seu rebanho! Dirigido por Phedon Papamichael, nomeado duas vezes ao Óscar pelo seu trabalho como director de cinematografia, este filme é, sem grandes surpresas, um excelente exemplo de que é possível fazer um trabalho visual e esteticamente elegante, bonito até, sem dispor de um orçamento significativo. Os valores de produção são muito baratos, mas funcionam bem e dão ao filme tudo aquilo que precisa. Gostei particularmente da casa aonde tudo se passa, perto do final. É uma mansão adequadamente sombria e elegante. A banda sonora e os efeitos de som acrescentam valor ao filme e tornam tudo ainda mais interessante. Sem nomes especialmente notáveis no elenco, o filme opta por nos oferecer um conjunto de actores capazes de nos dar credibilidade e verosimilhança, aproveitando o facto de não reconhecermos os seus rostos nem os associarmos a nenhum outro trabalho de maneira óbvia. Elizabeth Rice e Thomas Deker são os mais importantes e os que mais tempo têm para mostrar o seu valor, e os dois aproveitaram ao máximo a oportunidade. O mesmo se pode dizer de Adam Goldberg e Kelly Blatz, no papel de dois temíveis antagonistas, e de Margo Harshman, que nos traz uma personagem muito sombria e marcante perto do final. No entanto, o que me deixou mais satisfeito com o filme foi o enredo bem construído e que evita cair em clichés óbvios ou procurar soluções demasiado simples e previsíveis. A parte final é muito boa e há uma série de pequenas reviravoltas que prometem trazer aos espectadores mais calejados, como eu, uma certa lufada de ar fresco. A tensão dramática e o ‘suspense’ são construídos aos poucos, graças a mortes bastante perturbadoras, mas não exageradamente gráficas, e a uma sensação persistente de ameaça à espreita. O clímax é excelente e muito bem trabalhado.

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