
Tipo
Filme
Ano
1966
Duração
121 min
Status
Released
Lançamento
1966-09-08
Nota
7.9
Votos
879
Direção/Criação
Gillo Pontecorvo
Orçamento
US$ 800.000
Receita
US$ 964.028
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias européias na África. Entre 1954 e 1957 é mostrado o modo de agir dos dois lados do conflito, a Frente de Libertação Nacional e o exército francês. Enquanto que o exército usava técnicas de tortura e eliminava o maior número possível de rebeldes, a FLN desenvolvia técnicas não-convencionais de combate, baseadas na guerrilha e no terrorismo.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme-documentário, cansativo para o olhar e com um péssimo roteiro.** Pessoalmente, não consigo ver qual a beleza e a qualidade deste filme. Reconheço a capacidade de ser objectivo e rigoroso no relato feito, sendo bastante incomum encontrar um filme que se assemelhe tanto a um documentário ou a uma grande reportagem jornalística. Porém, a forma como foi idealizado e a sua cinematografia de alto contraste tornam a experiência de ver o filme em algo verdadeiramente cansativo. Dirigido e escrito por Gillo Pontecorvo, o filme aborda, em traços bastante amplos, o esforço dos argelinos para resistir à colonização francesa e conquistar a independência do seu país, num dos mais marcantes conflitos coloniais que a França enfrentou. Todavia, a maneira como o filme aborda o tema não podia ser pior: ao invés de construir uma história ficcional em cima dos factos históricos, a narrativa dispersa-se e, se na maior parte do tempo acompanhamos as pisadas de um terrorista argelino específico, o roteiro revelou-se incapaz de se concentrar nessa história e evitar considerações despropositadas ou acessórias. Além disso, e não obstante o filme tentar ser neutral, a simpatia pelos revolucionários é evidente. O elenco é satisfatório, mas é composto por nomes que eu não conheço. Brahim Hadjadj deu vida à personagem mais notável do filme, um membro da resistência argelina, e foi feliz no seu esforço. Tecnicamente, é um filme desigual, com estética neo-realista, mas uma cinematografia excessivamente bruta, de alto contraste, cansativa para os olhos. Os cenários e figurinos estão bem e o filme é bastante autêntico, e a banda sonora não traz nada de notável.
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