A Grande Noite
Voltar
A Grande Noite

A Grande Noite

Tipo

Filme

Ano

1996

Duração

107 min

Status

Released

Lançamento

1996-09-20

Nota

7.0

Votos

268

Direção/Criação

Campbell Scott

Orçamento

US$ 4.100.000

Receita

US$ 12.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Anos 50. Dois irmãos, Primo (Tony Shalhoub) e Secondo (Stanley Tucci), emigram da Itália para os Estados Unidos. Eles pretendem abrir um restaurante italiano, chamado The Paradise. O mais velho, Primo, é um grande chef, um gênio na culinária, mas bastante temperamental, se recusando a fazer pratos convencionais e rotineiros. Secondo, o mais novo, tem uma mentalidade mais capitalista e tenta superar a grave crise financeira que estão passando. O proprietário de um restaurante de sucesso, Pascal (Ian Holm), propõe chamar um amigo dele, que é um grande músico de jazz, para ajudar a promover o restaurante. Assim os dois irmãos apostam todas as fichas em um cardápio fora de série, que será servido aos convidados desta grande noite.

Anterior7.0Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme esquecido sobre pessoas ingénuas, profundamente críveis e humanas.** Há certos filmes onde tudo assenta no desempenho dos actores, e este é um deles. Os diálogos são verdadeiramente ricos, o desenvolvimento das personagens e das formas como interagem é altamente valorizado, o enredo é reduzido ao mais simples que pode haver e quase tudo acontece no limitado espaço do restaurante italiano. Parece uma peça de teatro, e isso até me leva a crer que o filme pode ser uma adaptação de uma peça. Tamanha simplicidade e minimalismo significam, obviamente, que não houve da parte da produção um investimento financeiro significativo. Barato de fazer, com toques de cinema indie e pessoal de qualidade no elenco e na equipa técnica, o filme cumpre as metas necessárias para nos entreter agradavelmente durante algum tempo, mas nunca será em nenhum momento inesquecível para ninguém. De facto, está bastante esquecido nos dias actuais, o que eu compreendo perfeitamente. Tecnicamente, o filme faz tudo sem erros, mas não arrisca: a cinematografia não traz novidades ou jogadas ousadas, antes a mediania regular que é apresentada sem um único erro. Em sintonia, a banda sonora é perfeitamente esquecível e os cenários, sendo bons e perfeitamente credíveis, não têm nenhum tipo de interesse particular. Até mesmo o restaurante é banal, um estabelecimento mediano sem qualquer tipo de interesse onde se vai pela qualidade da comida e não propriamente pelo ambiente. O enredo é simplíssimo e funciona de maneira excelente: dois irmãos, imigrantes italianos, têm um restaurante que está prestes a fechar porque eles não souberam geri-lo e ganhar clientes; isso leva-os a ouvir o conselho do dono de um restaurante concorrente e convidar o cantor Louis Prima para jantar na expectativa de, assim, alavancar o negócio. Os irmãos são, cada um a seu modo, perfeitamente ingénuos! Se um é incapaz de entender que num negócio daqueles quem manda é o cliente e não o cozinheiro, o outro decide confiar num conselho de alguém que tinha todos os motivos para os prejudicar. Isto torna-os humanos, críveis, e é impossível não sofrer por eles. A ingenuidade não é só deles: a personagem de Minnie Driver também é profundamente ingénua a seu modo, pela forma como se envolve romanticamente e se deixa enganar. Stanley Tucci, inteligentemente, colaborou directamente na escrita do roteiro e o resultado foi um dos melhores trabalhos da sua carreira, com o actor num papel que fez à medida das suas próprias capacidades e qualidades, sem prejuízo dos colegas, a quem dá o espaço necessário para mostrarem o seu talento. Assim, Tony Shalhoub também faz do filme um autêntico cartão de visita, dando provas das suas qualidades como actor. Numa posição mais reservada, temos ainda de destacar a colaboração de Minnie Driver e Ian Holm, e também a participação especial de Isabella Rossellini, que abrilhanta o filme com a sua colaboração pontual, mas muito empenhada.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.