
Tipo
Filme
Ano
2008
Duração
95 min
Status
Released
Lançamento
2008-04-18
Nota
4.6
Votos
73
Direção/Criação
Jason Hreno
Orçamento
US$ 1.999.000
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Daisy deixa a sua cidade e vai estudar em uma promissora universidade. Ela chama atenção do filho do ex-reitor da faculdade e logo descobre que a morte de uma aluna no último semestre esconde um mistério interligado com uma sociedade secreta.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não tendo rigorosamente nada a ver com os filmes “Poison Ivy”, este filme colou-se à franquia para aproveitar o título e atrair público ansioso por… mulheres nuas.** Eu pensei que este filme seria mais uma sequência da franquia erótica Poison Ivy, mas o que nos é servido neste filme de baixíssimo orçamento dirigido por Jason Hreno, um desconhecido director de curtas e pequenos trabalhos para a TV, assemelha-se mais a um spin-off ou a um trabalho isolado que aproveitou o título para se colar à franquia. E eu digo isto porque tem realmente muito pouco a ver com os três filmes da franquia Poison Ivy! A história deste filme centra-se na figura doce e ingénua de Daisy, uma menina do campo que tem um namorado de longa data e que, após perder a família, vende as terras que herdou para poder ir estudar para a cidade. Ela consegue entrar numa boa universidade e tudo parece estar a correr de feição, mas as coisas mudam rapidamente quando ela começa a namoriscar com Blake, o filho da reitora da universidade, o qual mantém uma obscura ligação com um clube secreto e bastante clandestino, exclusivamente para alunas da universidade e que serve fins e objectivos para lá de perversos. Creio que basta este sucinto resumo do enredo para termos uma noção mais clara de tudo o que este filme não é: uma continuação da franquia Poison Ivy. Se os três filmes desta franquia tinham sempre por tema uma jovem que usa a sensualidade e o sexo para conseguir aquilo que quer, neste filme isso simplesmente desaparece. Daisy é tudo aquilo que Ivy, Violet ou até mesmo Lily nunca foram: é genuinamente boa. A perversidade está nas outras raparigas da sociedade secreta, mas nunca nela mesma. O elenco é bastante fraco e não deve ter sido difícil para Miriam McDonald destacar-se de todos eles e assumir o protagonismo a que tinha direito. Ela mesma não é uma actriz brilhante, tendo sobressaído apenas em trabalhos de adolescência, e a sensação com que fiquei aqui é que ela resolveu seguir o mesmo caminho trilhado por outras actrizes "teen" renomadas como Drew Barrymore, Lindsay Lohan ou Miley Cyrus: usar o sexo e a sensualidade do próprio corpo para se descolar da imagem infantil e abranger trabalhos mais adultos. Outra actriz que tira a roupa neste filme é Shawna Waldron, no papel da vilã Azalea. Ela sim, é o que temos aqui de mais parecido a uma protagonista de um filme “Poison Ivy”, mas falta-lhe o protagonismo, o filme nunca é sobre ela. O restante elenco apaga-se completamente: Ryan Kennedy não tem qualquer presença e Andrea Whitburn raramente aparece e não faz nada de especial. Sendo um filme de muito baixo orçamento e com pouco dinheiro para gastar, é totalmente esquecível nos aspectos técnicos, na medida em que tem tudo aquilo que precisa sem que nada se destaque pela positiva: uma cinematografia desinteressante, cenários e figurinos monótonos, ausência de efeitos, um visual com “qualidade TV” e uma banda sonora virtualmente ausente.
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