Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos
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Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos

Rosencrantz & Guildenstern Estão Mortos

Um homem falando coisas razoáves para si mesmo não é mais louco do que um homem falando loucuras para outros.

Tipo

Filme

Ano

1991

Duração

117 min

Status

Released

Lançamento

1991-02-08

Nota

6.9

Votos

317

Direção/Criação

Tom Stoppard

Orçamento

US$ 2.500.000

Receita

US$ 805.104

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Dois personagens menores da peça "Hamlet" tropeçam sem saber que suas vidas estão roteirizadas e que são incapazes de desviar de seu destino.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Rosencrantz e Guildenstern devem permanecer no teatro.** Este filme talvez seja a prova de que nem todas as peças de teatro de sucesso são boas o bastante para funcionarem no cinema. Rosencrantz e Guildenstern são duas personagens da peça “Hamlet”, de William Shakespeare, mas dificilmente alguém se lembrará delas sem ser um conhecedor muito profundo da obra literária em causa. Eles realmente quase não importam para a acção. Aqui, eles são os actores principais e somos convidados, de certo modo, a ver as coisas pelos seus olhos. No teatro, isto é interessante. No cinema, e para um público geral que não conhece “Hamlet” tão bem, isto não parece boa ideia. Gary Oldman e Tim Roth deram vida aos papéis principais com bastante brio e valor, e o filme acaba por não ser uma perda absoluta de tempo graças a estes dois magníficos e valorosos actores, cheios de talento. Há uma dose elevada de “nonsense” nos diálogos entre ambos, e isso pode tornar-se cansativo, mas geralmente funciona sem surpreender. O restante elenco não tem um material tão bom e oportunidades tão boas para sobressair, deixando assim o filme algo órfão de boas personagens para além dos protagonistas. A nível técnico, o destaque vai para os figurinos e os cenários. Não posso dizer que haja aqui um grande rigor histórico: historicamente, a vida de Hamlet situa-se na Dinamarca do ano Mil e o que vemos é renascentista, muito mais adequado a pessoas e figuras que seriam contemporâneas de Shakespeare. Mas eu não tive problemas com isso e nem isso é sequer um problema porque tudo isto é ficção e pode situar-se temporalmente quando muito bem se entender. Muito mais complicado de suportar é o leve sentimento de que estamos a ver uma espécie de peça de teatro gravada ao invés de um filme.

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