A Praia
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A Praia

A Praia

Inocência nunca dura para sempre.

Tipo

Filme

Ano

2000

Duração

119 min

Status

Released

Lançamento

2000-02-03

Nota

6.5

Votos

4.666

Direção/Criação

Danny Boyle

Orçamento

US$ 40.000.000

Receita

US$ 144.056.873

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Richard, um jovem turista americano, está prestes a arriscar sua vida em busca de uma coisa: aquela sensação de êxtase que só pode ser encontrada numa super aventura. Mas em uma praia secreta, ilusóriamente perfeita, ele logo irá descobrir que conforme o nível de intensidade sobe e os riscos aumentam, os desejos ficam mais fortes... e o perigo aumenta.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um paraíso erguido à custa de sacrifícios inaceitáveis.** Eu sinto que preciso dividir a minha análise em duas: o filme e a maneira como o filme foi feito. De facto, tenho uma opinião muito diferente, e não foi fácil para mim escrever esta resenha. O roteiro traz-nos a história de um jovem turista dos EUA que vai à Tailândia e ouve falar de uma praia paradisíaca, escondida do turismo. O ambiente de secretismo em torno da praia levam-no a procurar o lugar, onde encontra um grupo de estrangeiros determinado a não deixar que o seu paraíso privado seja violado por hordas de turistas, e que vive ali a coberto de um acordo frágil com um cartel de drogas que se instalou nas imediações. A situação, todavia, é muito tensa, tanto com os traficantes, quanto entre os jovens, e tudo parece indicar que vai haver um grande conflito em breve. O filme joga muito bem com os problemas de relacionamento entre as personagens, criando uma trama intensa e onde o ‘suspense’ se vai acumulando gradualmente. Capitalizando ao máximo o sucesso de “Titanic”, Leonardo DiCaprio é o protagonista e é regiamente pago para este trabalho que, de resto, não traz nada de novo ou desafiador à sua carreira artística. Parece que o actor apenas escolheu este trabalho em função do que iria auferir. Mesmo assim, cumpre com o indispensável, sem surpresas ou méritos dignos de menção especial. Tilda Swinton é muito mais impactante, oferece-nos um trabalho de grande impacto e presença. Ela não é uma actriz que me agrade particularmente devido à sua aparência incomum e andrógina, mas apesar dessa sensação estranha que ela me causa eu sou o primeiro a reconhecer o talento e enorme capacidade desta dama do cinema. O filme conta ainda com um trabalho interessante de Guillaume Canet e Virginie Ledoyen. Tecnicamente, o filme parece incrível: a fotografia faz muito pelos visuais, com uma luz e cor primorosamente trabalhadas para destacar o aspecto paradisíaco do local onde tudo acontece; os cenários também foram bem concebidos para introduzir o público num local que promete umas férias de sonho. A banda sonora, eu confesso, não me chamou atenção. Infelizmente, sou obrigado a lamentar profundamente que, para o filme, a produção tenha destruído quase irremediavelmente uma praia insular tailandesa e posto em causa todo o ecossistema natural. Apesar do tempo que já decorreu, o local ainda não se recuperou dos danos causados, o que é chocante. E por isso entendo que os tailandeses detestem o filme, até devido à representação do seu país como um paraíso de prazeres hedonistas e drogas com violência e brutalidade dissimulada debaixo dos tapetes.

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