Efeito Borboleta
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Efeito Borboleta

Efeito Borboleta

Ele possui o dom de manipular o passado... mas não pode controlar o futuro...

Tipo

Filme

Ano

2004

Duração

119 min

Status

Released

Lançamento

2004-01-17

Nota

7.6

Votos

8.134

Direção/Criação

Eric Bress

Orçamento

US$ 13.000.000

Receita

US$ 96.800.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Evan é um jovem que luta para esquecer fatos de sua infância. Para isso, ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado. Porém, ao tentar consertar seus antigos problemas, ele acaba criando novos, já que toda mudança que realiza gera consequências em seu futuro.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma boa história num tema complicado.** Quando vi este filme eu tinha poucas expectativas. Tinha lido pouca coisa acerca dele, mas sabia que iria abordar o tema das viagens no tempo. É um tema complicado, que exige alguma contextualização e esforço do roteiro para o tornar credível na tela, e que já foi muito abordado em filmes de acção ou sci-fi dando origem a filmes de qualidade discutivel, na maioria das vezes. Então, eu não esperava nada de particularmente brilhante. Porém, o filme demonstrou coragem na forma como aborda o tema. De facto, o roteiro centra-se na questão das viagens no tempo, que não são verdadeiramente viagens físicas, mas mentais. A personagem principal, Evan, possui um dom (ou maldição?) pelo qual pode, mentalmente, retornar ao próprio passado e modificá-lo. Porém, nunca se pode mudar o passado sem que isso possua implicações radicais no decurso dos eventos futuros. Assim, a cada viagem, a vida de Evan muda radicalmente, à medida que, por outro lado, a sua saúde mental se deteriora. Questões complicadas e debatidas entre os cientistas, como os paradoxos ou os "alter egos" são abordadas de modo simples, fácil de entender, e acima de tudo, credível. O elenco não é o ponto forte do filme. Ashton Kutcher fez o que tinha de fazer, enquanto protagonista, mas contou com a vantagem de ter bom material e uma personagem que cativa a nossa simpatia logo desde o início. Logan Lerman, que deu vida à mesma personagem que Kutcher, mas na infância, também me pareceu muito bem, e tem tudo para ser um excelente actor no futuro. Amy Smart e Elden Henson (nalgumas cenas com um figurino bastante hard-rock) também figuram no elenco, mas limitam-se a dar algum apoio ao protagonista. Os efeitos especiais, visuais e de som são regulares e a banda sonora é bastante má, para não dizer inexistente. Mas isto compreende-se facilmente: é um filme com um orçamento limitado, mas uma boa história, pelo que deixa que a história seja o foco da atençao do público, minimizando os efeitos e procurando não perturbar o fluir da história contada. O resultado é um filme envolvente e que não se arrasta em cenas desnecessárias na maioria das vezes.

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