Metrópolis
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Metrópolis

Metrópolis

Não pode haver compreensão entre as mãos e o cérebro, a menos que o coração atue como mediador.

Tipo

Filme

Ano

1927

Duração

153 min

Status

Released

Lançamento

1927-01-10

Nota

8.1

Votos

3.063

Direção/Criação

Fritz Lang

Orçamento

US$ 5.300.000

Receita

US$ 1.350.322

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

O futuro ė distante e o mundo está sob o comando dos poderosos, que isolaram os mais pobres no subsolo como se fossem seus escravos, para que trabalhassem em prol dos mesmos. Comandados por Freder Fredersen, os operários são obrigados a trabalharem sem parar para que a cidade não pare.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um dos filmes mudos mais visualmente atraentes que conheço.** Este é, provavelmente, um dos maiores filmes mudos que já foi feito e um dos grandes clássicos do cinema de antes da Segunda Guerra Mundial. É incrível como, em certo sentido, ainda continua actual e a ter influência em filmes mais recentes ("Elysium" é o nome que me ocorre mais rapidamente agora pois vi-o recentemente, mas há mais). O seu visual futurista teve influência em grande parte dos filmes sci-fi, como "Star Wars", "Star Trek", a série de animação "Futurama" e até o desenho animado "Os Jetsons". Feito com grande qualidade, é um filme cuja cinematografia elegante já nos lembra o visual dos primeiros filmes falados, na década de trinta. Há algum debate académico acerca de este filme pertencer ou não à corrente expressionista. Pessoalmente, acho que tem claras influências expressionistas na história contada, onde a paranóia e a desconfiança face à autoridade são uma constante, mas visualmente não é mais expressionista. A história contada é profundamente distópica e mistura elementos futuristas com alusões bíblicas: Metrópolis é uma enorme cidade futurista comandada por um só homem: Johann Fredersen, que vive na Nova Torre de Babel. Porém, é sustentada por uma imensa quantidade de trabalhadores que, nas profundezas, manejam uma série de máquinas por horas a fio, em condições desumanas. Freder, o filho de Johann Fredersen, resolve tentar pôr cobro a esta injustiça. No filme, além das boas performances de actores como Gustav Fröhlich, Alfred Abel, Rudolf Klein-Rogge e Brigitte Helm, destacam-se os valores de produção. A música é excelente e casa perfeitamente com o filme; os figurinos são bons e os cenários, muito especialmente, são grandiosos. Os efeitos especiais e visuais são bons e funcionam muito bem. A cena da criação da Mulher-Máquina é, particularmente, deslumbrante. A cinematografia utiliza bastante a luz e a sombra e o filme é visualmente muito agradável, um dos mais agradáveis do cinema mudo, na minha opinião.

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