A Lenda do Tesouro Perdido
Voltar
A Lenda do Tesouro Perdido

A Lenda do Tesouro Perdido

As pistas podem estar bem diante de seus olhos.

Tipo

Filme

Ano

2004

Duração

131 min

Status

Released

Lançamento

2004-11-19

Nota

6.7

Votos

6.792

Direção/Criação

Jon Turteltaub

Orçamento

US$ 100.000.000

Receita

US$ 347.500.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Benjamin Franklin Gates, na busca desenfreada por um lendário tesouro, tem que roubar um dos documentos mais sagrados e protegidos dos EUA, a Declaração de Independência, ou deixar que uma pista fundamental do mistério caia em mãos perigosas.

Anterior6.7Próximo

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Entretém bem, mas é perigoso por se basear em inverdades históricas gritantes.** Este filme parece a versão alternativa geek de qualquer filme de Indiana Jones, com uma emocionante aventura misturada a uma história absurda, baseada numa falsa premissa histórica. O enredo baseia-se, essencialmente, no lendário tesouro dos Cavaleiros Templários, e na forma como foi levado e escondido nos Estados Unidos, pela mão dos Maçons que fundaram o país. É verdade que os Fundadores dos EUA eram, na sua maioria, membros da Maçonaria, e também é verdade que os Templários possuíam grandes riquezas, em virtude da sua actividade económica e dos senhorios feudais que a Ordem possuía. Mas não há qualquer ligação credível entre os Templários, extintos na Idade Média pelo Papa a pedido do rei Filipe IV de França, e qualquer organização maçónica. Acreditar que os Templários deixaram segredos importantes para os Maçons é algo insano, só aceitável por maníacos da conspiração. Acreditar que os Templários chegaram ao território dos Estados Unidos é igual a acreditar que a Terra é plana. Quanto às riquezas e bens que os templários possuíam, estes assentavam essencialmente numa base fundiária sólida e num estatuto de privilégio conseguido pela Ordem ao longo de séculos. A extinção e confisco dessas terras e castelos, naturalmente, acabou com quase tudo e, se algo havia a salvar, a opção mais natural seriam os reinos europeus onde havia maior tolerância para com os templários sobreviventes. Portugal era um desses reinos, com o rei D. Dinis de Portugal a requerer, quase de imediato, uma autorização papal para fundar uma nova ordem religiosa com os bens e cavaleiros do extinto ramo português dos Templários: a Ordem de Cristo, que veio a ter um papel determinante nos Descobrimentos Portugueses e a sobreviver até 1834, sempre sob a protecção da Coroa Portuguesa. Bem, vamos falar sobre o filme agora... O filme é bom, entretém bem o público, especialmente se não estivermos muito atentos às dezenas de erros históricos cometidos pelo enredo, bastante irrealista. Os efeitos especiais são muito bons e o filme é visualmente agradável. As personagens, no entanto, não têm personalidade e os actores nunca foram capazes de lhes dar isso. Nicholas Cage é pouco convincente no papel dele, nunca parecendo verdadeiramente um académico ou um aventureiro. Ele anda perdido, aos saltos de um lado para o outro. O sub-enredo romântico entre ele e Diane Kruger é altamente previsível, embora pareça bem neste tipo de filme. Em suma, é um bom filme para entreter e passar tempo, mas há o perigo de algumas pessoas pensarem que têm uma verdadeira base histórica por trás.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.