
Tipo
Filme
Ano
2005
Duração
117 min
Status
Released
Lançamento
2005-02-13
Nota
7.1
Votos
456
Direção/Criação
Marc Rothemund
Orçamento
-
Receita
-
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em 1943, Hitler marcha pela Europa em sua devastadora ofensiva. Em Munique, um grupo de jovens universitários apela para a resistência como forma de conter a máquina de guerra nazista. Assim, nasce o Rosa Branca. A única mulher que participa do grupo é Sophie Scholl (Julia Jentsch). Enquanto distribuíam panfletos Sophie e seu irmão, Hans (Fabian Hinrichs), são presos. Os dias que se seguem são de intensos interrogatórios conduzidos pelos oficiais da Gestapo, nos quais ela tenta proteger a qualquer custo os membros da organização.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme notável que prima pela autenticidade e credibilidade.** Vi este filme recentemente, muito por influência da minha namorada, que é uma familiar distante de Sophie Scholl. Já tinha ouvido falar desta personagem histórica mas confesso que aprofundei os meus conhecimentos sobre ela. Valeu a pena ver este filme e reencontrar esta figura, marcante para a resistência anti-nazi. O filme é fortemente baseado em documentos históricos e relatos de pessoas que conviveram com Sophie Scholl. Isso basta para dar a este filme bases credíveis para obter um maior realismo, o que foi totalmente conseguido. O filme em nenhum momento me soou a falso, a imaginativo ou a inventado. Toda a trama se centra na prisão de Sophie Scholl e do seu irmão Hans, e no processo, interrogatório e julgamento dos dois, a que se junta um terceiro conjurado. O filme não é brutal e eles não são submetidos a torturas nem nada disso... mas os interrogatórios são duros e não poupam a jovem de perguntas em que ela acaba por se contradizer e confessar. Um momento precioso do filme acontece quando Sophie debate com o polícia que a interroga. O debate ideológico entre as duas personagens mostra a ambiguidade e fragilidade da lógica da doutrina nazi, e atesta a firmeza de convicções da jovem prisioneira. A cena do julgamento, por sua vez, revela a maneira como a justiça foi aplicada: não importa a verdade, a sentença estava decidida, importa dar espectáculo e fazer dos três estudantes um exemplo para que outros jovens, que queiram pensar por si, saibam o que lhes pode acontecer. Não sou um especialista em cinema alemão, portanto não é surpreendente que não conheça nenhum dos actores envolvidos. Julia Jentsch pareceu-me uma boa escolha pela sua semelhança física à verdadeira Sophie Scholl e parece-me que fez um bom trabalho no geral. Alexander Held foi muito bom na medida em que deu ao interrogador uma humanidade inesperada para alguém tão fiel à doutrina nazi. A personagem dele, por mais de uma vez, revela sentir compaixão pela jovem Sophie, ainda que lhe repugnem as ideias dela. Talvez isso seja, para nós, um dado interessante: até mesmo entre os mais fiéis nazis haveria, como de facto é provável, pessoas de boa índole que só mais tarde perceberam o tamanho do seu erro. Fabian Hinrichs e Florian Stetter foram competentes como Hans e Probst, mas tiveram ambos pouco para fazer e pouco tempo de cena. André Hennicke foi, verdadeiramente, o rosto da crueldade e da hipocrisia nazi. Jörg Hube e Petra Kelling foram boas adições. Tecnicamente, não vejo grandes falhas. Costumo ser muito atento a questões de correcção histórica em filmes de época, mas não vi grande coisa que pudesse eventualmente estar incorrecta. Apenas, talvez, a escolha de jazz americano para passar no rádio nas cenas de abertura... não sei se os nazis iriam permitir que esse tipo de músicas, mesmo as mais populares, passassem na rádio, estando o III Reich em guerra com os EUA. Mas isso foi só um apontamento e não interfere na credibilidade do filme. Também observei algum cuidado e comedimento em usar a palavra "Fuhrer" e símbolos ostensivamente nazis, como a bandeira, mas não sei se isso é influência da política actual na Alemanha, que condena a sua aparição pública. Tirando isso, o filme tem bons cenários e figurinos, é bastante comedido nos efeitos, parece-me ter sido muito bem editado e montado, e tem uma banda sonora bastante interessante, dominada pelo jazz. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, é sem dúvida um filme interessante e até certo ponto até educativo, na medida em que apresenta uma figura histórica relevante, num filme relativamente brando em termos de brutalidade. Não é um filme para crianças mas penso que os adolescentes e jovens podem vê-lo sem problemas.
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