Los Angeles: Cidade Proibida
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Los Angeles: Cidade Proibida

Los Angeles: Cidade Proibida

Tudo é suspeito... Todos estão á venda... E nada é o que parece ser.

Tipo

Filme

Ano

1997

Duração

132 min

Status

Released

Lançamento

1997-09-19

Nota

7.8

Votos

5.472

Direção/Criação

Curtis Hanson

Orçamento

US$ 35.000.000

Receita

US$ 126.216.940

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Três policiais trabalham em um crime não resolvido em um café de Los Angeles. O tenente Exley quer vingar seu pai assassinado, e o ex-parceiro do agente White foi uma das vítimas. Enquanto isso, o sargento Vincennes divulga informações confidenciais a um magnata dos tabloides.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Para mim, o melhor filme de 1997 e um dos melhores do fim do milénio.** Este filme é um excelente tributo cinematográfico, homenageando, de certa maneira, não só a era dourada do cinema americano, mas também o cinema ‘noir’, com um estilo que se assemelha largamente ao visual estilizado e sombrio destes filmes, mas desprovido das sombras e do visual algo escuro que os caracteriza. O filme está hoje um pouco esquecido, ou pelo menos eu não o tenho visto passar muito nos canais de TV especializados em cinema… mas o facto é que é uma obra notável de cinema, ganhou dois Óscares (Melhor Actriz, para Kim Basinger, e Melhor Argumento Adaptado) e recebeu indicações para mais sete estatuetas (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Fotografia, Melhor Direcção de Arte, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Banda Sonora). Foi, de resto, o grande filme de 1997, melhor até do que *Titanic*. O filme ambienta-se nos anos dourados de Hollywood: pouco depois da prisão do maior mafioso da cidade, a polícia parece decidida a impedir a formação de novos sindicatos do crime, mas, gradualmente, a podridão e corrupção da própria força policial tornam-se evidentes. Do meio deles destacam-se três polícias, por motivos diferentes: o brutal Bud White, o egocêntrico Jack Vincennes, o determinado e incorruptível Ed Exley. Cada um deles, sozinho e à sua maneira, dá por si a investigar o mesmo crime: a morte de um polícia num massacre ocorrido no interior de um restaurante, e a sua eventual relação a um mafioso que gere uma rede de prostitutas de luxo, operadas cirurgicamente para se assemelharem a vedetas do cinema. Adorei este filme, sob todas as formas envolvente. O roteiro é extraordinário e desenvolve-se de maneira incrível, dando a cada uma das personagens o tempo para se desenvolver, mesmo a algumas que, de outro modo, seriam relegadas para um amorfo pano de fundo. Tal como num bom filme ‘noir’, as mulheres não são tão inocentes quanto aparentam, e a polícia está longe de ser a heroína desta história. Não há personagens unilaterais, todos tem um rico espaço sombrio no seu âmago, que o roteiro aproveita tanto quanto pode. O elenco é verdadeiramente colossal e está cheio de nomes grandes. Kevin Spacey consegue, com este filme, um dos seus melhores trabalhos como actor, pelo menos para mim, e o mesmo se pode dizer de Kim Basinger, numa personagem sombria e que nos relembra uma das actrizes mais injustiçadas e esquecidas da era dourada de Hollywood: Veronica Lake. Será que o Óscar atribuído a Basinger neste ano também não acabou sendo, indirectamente, um prémio póstumo a esta grande actriz, que Hollywood devorou, mas nunca estimou ou honrou? Além destes dois actores, o filme conta ainda com um excelente trabalho de dois actores australianos, Russel Crowe e Guy Pearce, ambos ao melhor nível, e um grandioso Danny De Vito, numa personagem amoral e deliciosamente hipócrita. James Cromwell foi igualmente excelente no seu papel. Tecnicamente, o filme está recheado de valor e qualidade, começando por uma cinematografia grandiosa, que evita cair no lugar-comum dos filmes noir e enche a tela de cor e luz, captando o sol californiano e a beleza da cidade nas suas cores ricas. Os locais de filmagem escolhidos para as gravações são excelentes e o seu uso criterioso ajudou o filme a enquadrar-se no período e no contexto de uma forma impecável. Os cenários e os figurinos, bem como os automóveis que foram usados, ajudam muito na criação de um ambiente e de uma noção temporal clara, e são magníficos na tela. A banda sonora, a cargo de Jerry Goldsmith, é impecável e aparece na hora certa.

Rosana Botafogo

**English** It is a fiction film that is based on real events with fictional criminal cases from 1950, based on a book by the Los Angeles Quartet... Very good, very prestigious, which only didn't win an Oscar because it simply competed with Supra Sumo Titanic... A very intelligent work (credit to the author) with loyalty and magnificent performances, the development takes on dramatic contours and the suspense involves us completely, great plot twist, delicious to follow... Excellent, entertaining, intriguing and sharpening... **Portuguese** É um filme de ficção que se baseia em fatos reais com casos criminais fictícios de 1950, baseado num livro do Quarteto de Los Angeles… Muito bom, prestigiadíssimo, que só não ganhou mais Óscar pq simplesmente concorreu com o Supra Sumo Titanic… Um obro inteligentíssima (mérito do autor) com uma fidelização e atuações magnificas, o desenrolar ganha contornos dramáticos e o suspense nos envolve por completo, ótimos plot twist, delicioso de acompanhar… Excelente, entretém, intriga e aguça...

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