
Tipo
Filme
Ano
2004
Duração
98 min
Status
Released
Lançamento
2004-06-23
Nota
5.7
Votos
197
Direção/Criação
Pascal Laugier
Orçamento
US$ 320.000
Receita
US$ 6.782.283
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Uma mulher problemática é enviada para uma região afastada da França para limpar um velho e desativado orfanato. Chegando ao local, ela descobre que não está sozinha e que o orfanato não está tão solitário e desativado quanto achava. Lá ela encontra uma das internas que ainda vive no local, junto com a antiga cozinheira. Tudo o que aparentava normalidade vai se transformando conforme estranhos acontecimentos se sucedem. A mulher passa a achar que está sendo perseguida e começa a duvidar de sua própria sanidade. Ao mesmo tempo, a cozinheira também pensa que a hóspede está ficando completamente louca. Para descobrir o que realmente está acontecendo, a hóspede vai mergulhar em segredos dos quais jamais imaginou e vai descobrir que certas coisas estão muito além de seu alcance.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Boa cinematografia, boa construção de ambiente, um bom uso do cenário, mas um filme bom não se faz sem uma boa história…** Este filme é ambientado num orfanato católico isolado no meio dos Alpes Franceses durante a década de 1950. O filme é uma co-produção francesa e romena, e foi dirigido pelo cineasta francês Pascal Laugier, cuja especialidade são, precisamente, os filmes de terror. Nunca havia visto um filme dirigido por ele mas ouvi falar bem de alguns dos seus trabalhos, que espero ainda ver. Foi com esse espírito que decidi ver este filme. Neste filme, acompanhamos a jovem e bonita Anna Jurin na sua chegada ao orfanato de Saint Ange, que está prestes a ser encerrado após muitas décadas de actividade. Não compreendi a razão pela qual o orfanato decidiu contratá-la se estava quase a encerrar, e isso parece-me ser o primeiro de vários buracos de um enredo problemático, para dizer o mínimo. A partir da sua chegada, e com a partida das últimas crianças, fica montado o palco perfeito para um filme de terror com as premissas habituais: uma casa enorme, vazia e velha, com um passado doloroso e envolto em mistério. Anna, que está secretamente grávida, fica para trás com a cozinheira, Helena, e Judith, a última órfã que, por ser adulta e ter problemas mentais, necessita de outra abordagem que não a via da adopção. Rapidamente se torna claro que o prédio é assombrado por espíritos de crianças, levando Anna a investigar o que aconteceu ali. Não me parece que este filme valha muito a pena. É um filme cuja história se assemelha muito a outras histórias de outros filmes muito melhores, como por exemplo o filme espanhol *El Orfanato*, que é excelente e parte de premissas relativamente parecidas. Não creio que esteja em causa a competência ou a capacidade do director Laugier. Pessoalmente, eu vou gostar de ver outros filmes dele. Mas de facto este filme tem uma história banal, aborrecida e sem nada que nos prenda verdadeiramente. O elenco é liderado por Virginie Ledoyen. É uma actriz muito bonita, na minha opinião, e foi feliz na personagem, que exala empatia e uma certa tristeza interior, como normalmente sucede a quem teve uma vida árdua e difícil. Dorina Lazar é boa no papel dela, mas não capta verdadeiramente a atenção e parece constantemente um peão da detestável encarregada do orfanato, interpretada por Catriona MacColl, que também merece nota positiva. No meio de tudo, apenas Lou Doillon me pareceu merecer nota negativa pois parecia pouco convincente e desinteressante. O filme procura compensar o fraco roteiro através de uma excelente cinematografia assinada por Pablo Rossi, que consegue tornar o filme verdadeiramente bonito do ponto de vista visual, e utilizou bem as sombras, a luz, o enquadramento de filmagem e outros elementos para criar um ambiente tenso e sinistro. A banda sonora também é boa e a edição e trabalho de pós-produção funcionaram muito bem. Mas convenhamos: um bom filme tem de contar uma história que valha a pena, e este filme simplesmente não tem isso para nos dar.
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