
Tipo
Filme
Ano
2002
Duração
96 min
Status
Released
Lançamento
2002-03-04
Nota
6.3
Votos
2.507
Direção/Criação
Simon Wells
Orçamento
US$ 80.000.000
Receita
US$ 123.729.176
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Desesperado pelo assassinato de sua noiva, o inventor Alexander não consegue reverter a morte da amada alterando o tempo. Porém, em um futuro em que a humanidade está dividida entre espécies pacíficas e predatórias, o cientista precisa enfrentar os carnívoros Morlocks para salvar seus novos amigos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Entretém, garante uma diversão sólida para apreciadores de sci-fi, mas é fraco.** Em primeiro lugar, devo fazer uma declaração solene: eu gosto bastante da obra de H. G. Wells, mas nunca li o livro que deu origem a este filme. Acontece! Até gostava de o ler. Também nunca vi o filme de 1960, com o mesmo nome, em cima do qual este filme foi feito, como um remake, então não os posso comparar directamente, pelo que vou ficar-me pela análise deste material, sem dizer se o remake foi pertinente ou era escusado. O que posso dizer sobre este filme, logo à partida, é que é um espectáculo de efeitos e faz uso de técnicas bastante modernas de CGI e efeitos visuais. Há alguns críticos que dizem que o filme é mais um caso em que o director – neste caso Simon Wells – privilegiou de modo claro o estilo em detrimento de qualquer substância, e eu até consigo compreender o argumento, mas a minha opinião é diferente: penso que um filme que procure adaptar material de H. G. Wells dificilmente será um filme sem substância, conquanto saiba dar bom aproveitamento ao material de base. Aqui residem as minhas dúvidas, e assim será até ter a oportunidade de ler o livro. Quanto ao filme de 1960… acredito que terá tido um forte ascendente sobre este trabalho, principalmente porque parece ter actualizado muitas das suas cenas mais marcantes. Podemos considerar isso como substância ou estilo? Fica a questão, útil para uma conversa animada entre apreciadores de cinema. Não tenho grandes dúvidas de que o director Wells (curiosa coincidência onomástica com o escritor Wells) privilegiou muito os aspectos técnicos do seu filme, desde os efeitos até à concepção dos cenários e da banda sonora, muito bem composta e atmosférica. Mas e o resto? Aqui, eu tenho tendência a ter mais dúvidas. O argumento escrito oscila entre a acção, a aventura e o romance, procura misturar os três de maneira harmoniosa, mas senti que a mistura correu mal, e enfraquece a trama ao invés de a fortalecer. Isso acontece de modo mais claro no terço final, quando a trama romântica se torna mais evidente e muito cliché para o meu gosto. As cenas de acção também não funcionam sempre, mas são, pelo menos, boas o suficiente para não parecerem mal. O ritmo é acelerado demais e quase não dá tempo ao público para digerir o que vai vendo: teria sido preferível termos um filme ligeiramente mais longo, ainda que mais lento, ou mantermos o tempo de execução fazendo cortes sérios no material. A decisão seria do director. Agora vamos ao elenco, e o director Wells teve sérios problemas aqui. Os actores não são maus, mas acredito que a má concepção do projecto afastou muitos actores experientes e sólidos a quem o argumento escrito deve ter sido enviado. Com efeito, as personagens são estranhas, mal escritas, mal desenvolvidas e rasas, e isso não é aliciante para um actor! Guy Pearce é a excepção: é o actor mais notável em presença e dá-nos um esforço sólido de interpretação, em que parece muitas vezes lutar com o material e a personagem para ir até onde precisa de ir. Jeremy Irons é um veterano que dispensa apresentações, mas está no filme por tão pouco tempo que não pode fazer milagres. Ainda assim, não tenho dúvida de que teve grande influência na escrita (ou reescrita) dos diálogos que lhe foram dados (a qualidade é totalmente diferente, pelo que não podem ser da mesma mão que fez tudo o resto!), e isso resultou numa das cenas mais marcantes e no melhor diálogo do filme! O resto… é o resto! Orlando Jones é engraçado, mas não faz muito pelo filme, e Samantha Mumba é apenas uma cara bonita, com atitudes muito “século XXI” para um futuro muito distante de nós.
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