
Tipo
Filme
Ano
2014
Duração
103 min
Status
Released
Lançamento
2014-04-22
Nota
6.0
Votos
623
Direção/Criação
Olivier Dahan
Orçamento
US$ 30.000.000
Receita
US$ 26.576.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
O casamento de Grace Kelly e o príncipe Rainier III foi considerado um conto de fadas na vida real quando aconteceu, em 1956. Entretanto, cinco anos mais tarde e com dois filhos, a verdade é que Grace está insatisfeita com a vida no palácio e o distanciamento do marido. A chance de novamente sentir-se útil surge quando seu velho amigo, o diretor Alfred Hitchcock, a convida para retornar ao cinema como protagonista de seu próximo filme: "Marnie - Confissões de uma Ladra". O problema é que Rainier é terminantemente contra e, ainda por cima, está envolvido com uma ameaça vinda do presidente francês Charles de Gaule: caso Mônaco não pague impostos à França e acabe com o paraíso fiscal existente, o principado será invadido em seis meses. Em meio às inevitáveis tensões, Grace e Rainier buscam resolver seus problemas tentando evitar que eles causem o divórcio.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Com uma história muito exagerada e empolada, o filme salva-se pelos cenários luxuosos e por uma excelente Nicole Kidman, que nada se assemelha à verdadeira princesa.** Quando eu encontrei este filme pensei que seria um filme biográfico em torno da figura de Grace Kelly, uma das mais interessantes do panorama cinematográfico, posto que foi a única que deu o salto para a realeza ao casar com um príncipe de um país perdido no mapa europeu, o Mónaco. No entanto, o filme concentra-se nos acontecimentos políticos em torno de uma crise nas relações do país com a França de De Gaulle, que quis impor ao Mónaco os impostos franceses, posto que havia muitos cidadãos franceses a viver ali para fugirem aos impostos do seu país. A questão política e económica por trás do filme é bastante irrisória, principalmente se tivermos em conta que o mundo estava, então, paralisado diante da crise de mísseis em Cuba. Porém, na época, foi importante para o Mónaco mostrar a sua soberania perante o vizinho mais poderoso, e continuar com políticas fiscais atractivas para milionários e grandes empresas. Infelizmente, eu tenho sérias dúvidas acerca do quanto neste filme é verdade, posto que tudo é francamente exagerado e empolado, e uma crise diplomática e fiscal é transformada numa ameaça iminente de guerra no centro da Europa! Uma guerra sanguinária travada pela energia e coragem de uma princesa norte-americana… eu realmente tenho sérias dúvidas acerca de tudo isto! Seja qual for a verdade, o facto é que o filme conta com uma excelente Nicole Kidman. Ela é uma boa actriz e tem, ela mesma, uma aura de elegância indiscutível, que aproveitou para dar vida à ex-atriz americana, depois princesa. Mas mesmo considerando o bom trabalho da atriz, ela é muito diferente da verdadeira Grace. As duas não se parecem uma com a outra, mesmo com a maior boa vontade. Mas ela não é a única actriz que parece ter sido um erro de casting: quem olhou para Paz Vega e viu Maria Callas? No meio de tudo isto, Tim Roth quase escaparia, se não fosse uma interpretação cansada e monotónica, afogada em tabaco, de um príncipe que luta para controlar o seu minúsculo reino. Roger Ashton Griffiths funciona bem como Hitchcock, mas a sua aparição é pontual e pouco significante. Frank Langella esteve bem, mas aparece pouco e o mesmo se pode dizer de Derek Jacobi. Além da excelente performance de Kidman e de uma história super empolada e exagerada, com lutas de poder, jogadas de bastidores e ameaças de guerra em torno de uma cidadezinha pacata junto ao Mediterrâneo, o filme dá-nos excelentes valores de produção: se o público procura um filme carregado de todo o ‘glamour’ da realeza europeia, este filme está preparado para atender ao desejo. Vestidos luxuosos, jóias, excelentes figurinos, cenários palacianos de fazer sonhar os mais realistas, e que nos fazem realmente pensar que Grace Kelly teve a vida que muitas jovens mulheres pediram a Deus. Além disso, o filme tem uma boa cinematografia, boas cores e luz, e um ritmo relativamente bom, que não perde muito tempo em nada.
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