Procura-se Amy
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Procura-se Amy

Procura-se Amy

O que importa não é quem você ama, mas sim como.

Tipo

Filme

Ano

1997

Duração

113 min

Status

Released

Lançamento

1997-04-04

Nota

6.8

Votos

1.520

Direção/Criação

Kevin Smith

Orçamento

US$ 250.000

Receita

US$ 12.021.272

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Holden McNeil e Banky Edwards, criadores de uma famosa revista em quadrinhos em Nova Jérsia, vivem tranquilos, até Holden conhecer a bela roteirista Alyssa Jones. Apaixonado pela garota, sente-se traído ao descobrir suas preferências românticas. Decidem ser só bons amigos. Depois de uma proposta inusitada, Alyssa e Holden se separam e só se reencontram um ano depois...

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma comédia algo unidimensional que se baseia em diálogos e situações incómodas.** Eu não sabia muito bem o que ia encontrar quando me sentei para ver este filme, dirigido e escrito por Kevin Smith (que também aparece no filme, num papel menor, o seu famoso “Silent Bob”), que conhecemos mais pela sua participação nos filmes “Clerks”. Quando terminei, senti-me moderadamente satisfeito, ainda que considere o filme esquecível. A trama baseia-se num improvável romance entre duas pessoas muito diferentes: Holden é um desenhador de banda desenhada que vive e trabalha com o seu melhor amigo, Banky. Sendo um homem conservador e convencional, fica confuso ao apaixonar-se por Alyssa, uma mulher liberal e sexualmente experiente, que se diz lésbica, mas que não renuncia a ter sexo com homens quando sente vontade. O romance vai causar mútuos desconfortos e vai levar Banky a tentar “proteger” Holden daquela mulher, que é tão diferente deles. Criar uma comédia romântica em que um homem convencional e conservador se envolve com uma mulher claramente mais liberal e experiente é uma ideia boa, mas o filme fica-se por aí e não vai muito além da tensão criada em redor disso. As personagens são pouco desenvolvidas e limitam-se a “simbolizar” formas incompatíveis de viver a sexualidade. Nunca sabemos mais acerca delas e das suas motivações ou pensamentos, e o filme não é muito eficaz na forma como tenta criar situações cómicas em torno disso. Pensando no assunto, creio que os diálogos mais engraçados são os de Banky, que mostra desde cedo a sua personagem espontânea e propensa a dizer coisas que não se deveriam dizer. Com um roteiro pouco desenvolvido, situações cuja piada nunca ultrapassa a mediania e valores de produção que também não surpreendem ou ultrapassam o “standard”, o ponto mais forte deste filme acaba por ser, na minha opinião, o trabalho do elenco principal, em particular Ben Affleck, Jason Lee e Joey Lauren Adams. Affleck, muito especialmente, é soberbo na forma como dá vida à personagem dele. Dificilmente se poderia dar mais força e credibilidade àquela personagem. Lee é igualmente bom, na medida em que consegue ser engraçado, ainda que seja unidimensional. Joey Adams faz um trabalho muito bom, e é estranho ver como este filme não contribuiu muito para o crescimento da sua carreira.

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