
Barrados no Shopping
Eles não estão lá para fazer compras. Não estão lá para trabalhar. Estão apenas lá.
Tipo
Filme
Ano
1995
Duração
95 min
Status
Released
Lançamento
1995-10-20
Nota
6.8
Votos
1.362
Direção/Criação
Kevin Smith
Orçamento
US$ 6.000.000
Receita
US$ 2.122.561
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Dois estudantes muito amigos ficam chateados, pois suas respectivas namoradas rompem com eles no mesmo dia. Assim, eles vão ao shopping local para arejar a cabeça e, se possível, encontrar um meio de recuperarem suas namoradas. Mas esta simples ida ao shopping acaba se transformando em uma sucessão de confusões.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Uma comédia cheia de piadas absurdas, que poderiam funcionar melhor se não fossem tão voltadas para nichos de público a que a maioria das pessoas não pertence realmente.** Da mesma mão que nos deu “Nunca Tantos Fizeram Tão Pouco” (o director e roteirista Kevin Smith) surgiu esta comédia bizarra, centrada em dois adolescentes que acabam de perder as namoradas. Já se sabe que vamos ver um filme, no mínimo, pouco ortodoxo e carregado de piadas sem despreocupadas, carregadas de alusões à cultura ‘pop’ e a elementos que seriam fáceis de identificar para a juventude da época. Talvez seja por isso que o humor dificilmente funciona de modo límpido: eu ainda pude perceber minimamente a maioria das piadas, mas, por exemplo, não sei nada acerca de banda-desenhada e todas as piadas sobre isso são ininteligíveis para mim. Acredito que a mesma coisa se passe com muita gente: não somos parte do público-alvo e a sensação é a de um filme algo datado, de nicho, que não envelheceu muito bem. O roteiro tem os seus momentos: há diversas tramas em confronto, sendo que algumas (o rapaz obcecado com uma pintura onde todos vêm um veleiro, por exemplo) são muito idiotas e parecem descontextualizadas. Aliás, parece não haver contexto possível para elas! Não se pode dizer o mesmo das tramas principais dos dois casais desavindos. Podemos dizer que são histórias absurdas, mas isso é normal, tratando-se de uma obra que usa o absurdo com propósito jocoso. De resto, e mesmo considerando que já vi melhor, não é um filme que eu possa dizer que detestei ver, embora não o tencione rever. Claire Forlani, muito jovem e bonita, assegura com brio o seu papel ao lado de Jeremy London, Shannen Doherty e Jason Lee, três jovens promessas que viriam a não ter um futuro soalheiro como actores, ainda que permaneçam activos e a trabalhar. É justo dizer que cada um se esforçou na sua medida e nos deixa uma marca positiva, mas não é justo esquecer a contribuição de Stan Lee, numa participação especial muito honrosa, e o trabalho desenvolvido por Ben Affleck, Michael Rooker, Jason Mewes e Kevin Smith. É um daqueles filmes onde o elenco secundário tem quase tanto peso e relevância para o produto final quanto os quatro protagonistas centrais. Aliás, grande parte daquilo que faz o filme funcionar minimamente após tantos anos é, precisamente, a qualidade destas personagens e a maneira como elas nos conseguem agradar.
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