
Tipo
Filme
Ano
1960
Duração
79 min
Status
Released
Lançamento
1960-07-20
Nota
6.7
Votos
379
Direção/Criação
Roger Corman
Orçamento
US$ 270.000
Receita
US$ 1.450.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Baseado em uma história de Edgar Allan Poe, o filme narra a história de Philip Winthrop, que chega à mansão Usher com o intuito de levar sua amada, Madeline, para a sua cidade. Chegando lá ele confronta-se com o irmão dela, Roderick, que vai revelando, um a um, os aterrorizantes segredos de sua família.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme bastante interessante, com boas premissas de ‘suspense’ e um ambiente vitoriano que sabe como nos envolver.** Este filme é, muito basicamente, uma adaptação muito leve e descomprometida do conto de Edgar Allan Poe com o mesmo nome. Não é um filme extraordinário: está cheio de clichés usuais no cinema do seu tempo (é necessário que compreendamos bem isto) e por vezes assemelha-se muito a uma peça de teatro pela forma como os actores agem, o que também me parece que se enquadra razoavelmente no estilo cinematográfico daquela época. Mesmo assim, é um filme agradável, tem um bom elenco, bons cenários e figurinos, um ambiente agradavelmente denso e vitoriano e uma história com coerência e elegância. Não vou debruçar-me muito sobre o roteiro, penso que o esqueleto do conto está bem presente mesmo que haja uma boa dose de invenção misturada. Sendo a casa uma personagem do conto e um símbolo da decadência, moral e mental, da família que a habita, esta teve um papel muito relevante na trama, muito embora seja evidente ao longo do filme que são os seus habitantes os verdadeiros vilões. Vincent Price é um bom actor e traz-nos aqui mais um excelente trabalho, onde dá corpo a um vilão louco, mas muito digno e cavalheiresco, com ademanes de aristocracia velha. Gostei do seu trabalho, mas tal como eu referi, senti que o actor era, por vezes, excessivamente teatral. É uma opção que, todavia, entendo e me parece coerente com o estilo do filme, no global. Mark Damon é decente para o papel de “cavaleiro de armadura reluzente” que o roteiro lhe reserva, e faz um trabalho satisfatório. Myrna Fahey é igualmente uma boa opção para interpretar a “donzela em perigo”, com direito a desmaios e ocasionais histerias. A nível técnico, parece-me um filme contido, talvez em virtude de um orçamento limitado e uma aposta, consciente, na criação de uma história interessante, assente no trabalho do elenco. A cinematografia não é particularmente notável, mas apresenta boas cores e luz, um bom trabalho de filmagem e a edição foi, igualmente, bem feita, com o filme a arrastar-se nalguns pontos, mas sem que isso nos faça realmente cansaço. A casa, uma personagem adicional à história, é muito elegante e adequadamente tétrica, com cenários que denotam elegância. Gostei do detalhe de os retractos da família serem, basicamente, obras modernistas onde o rosto é distorcido. Com um excelente trabalho de ambiente, o filme funciona muito bem para os fãs do ‘suspense’ gótico.
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