A Eternidade e Um Dia
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A Eternidade e Um Dia

A Eternidade e Um Dia

Tipo

Filme

Ano

1998

Duração

137 min

Status

Released

Lançamento

1998-10-23

Nota

7.8

Votos

211

Direção/Criação

Θόδωρος Αγγελόπουλος

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Alexandre (Bruno Ganz), um famoso escritor se prepara para deixar a casa que sempre viveu. Ao arrumar seus pertences, encontra uma carta de sua mulher, Ana (Isabelle Renauld), sobre um dia de verão há 30 anos. Assim, ele começa estranha viagem, onde o passado e o presente se misturam. Enquanto reavalia a sua vida, Alexandre passa por uma nova experiência, ao ajudar um garoto albanês a cruzar a fronteira.

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Reviews

Total: 1

Marte

Vou demorar alguns dias para processar _de fato_ esse filme, mas acho que se eu demorasse para registrar o que achei dele, ia perder nuances importantes do que me fez sentir. Eu não sou muito ligada em cinema, nem pretendo ser crítica de nada. Muitas vezes, presto mais atenção na história em si do que no filme enquanto um produto artístico. Dessa vez, não fui nada indiferente à arte do filme. "A eternidade e um dia" me fez sentir muitas coisas. O resumo do enredo é que Alexandros, o protagonista, vai morrer no dia seguinte. Ele começa a fazer suas despedidas discretas: sua filha, seu genro, seu cachorro, sua cuidadora, sua mãe. No meio desse processo, ele encontra uma criança albanesa, imigrante ilegal, e tenta fazê-la voltar pra casa. Ao engajar nesse processo, começa a reviver todos seus arrependimentos acumulados em seu último dia de vida. O que acontece no final não é tão relevante quanto entender Alexandros e a criança como duas faces da moeda: um, prestes a morrer, outro, com a vida inteira pela frente (ainda que ela só dure até amanhã, ironicamente). Tudo nesse filme é cuidadosamente pensado para passar o sentimento de dualidade, incluindo as roupas das personagens, que podem ser pretas, brancas ou, no caso da criança, com uma peça amarela. Mas o que realmente me chamou atenção foram duas coisas: 1. o uso dos sons como um recurso tão vívido que é quase mais um personagem da trama (especialmente o mar! Pude praticamente sentir o cheiro do mar aqui em minha cidade longe do litoral), e 2. a beleza de todos os diálogos. Não há palavras usadas em vão nesse filme, todas elas soam como música aos ouvidos. Uma música extremamente melancólica, mas uma música. Assisti esse filme em um momento muito sensível da minha vida em relação a refletir sobre vida e morte, então foi o momento perfeito (curiosamente, a escolha foi aleatória, não me atentei muito à sinopse). Enfim, eu adorei o filme, apesar de no início pensar que seria um saco. Se você pensar, nada acontece de fato no filme, mas isso está longe de ser um problema, porque os sentimentos são muito elaborados e a arte é belíssima. Recomendo.

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