O Poder da Sedução
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O Poder da Sedução

O Poder da Sedução

Ela quer tudo...

Tipo

Filme

Ano

1994

Duração

110 min

Status

Released

Lançamento

1994-05-26

Nota

6.8

Votos

416

Direção/Criação

John Dahl

Orçamento

US$ 2.500.000

Receita

US$ 5.842.603

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um escaldante thriller num filme noir sobre uma sensual jovem traficante de drogas que deixa seu marido para uma vida de crime, sexo e chantagem.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um incrível filme neo-noir, com toques de comédia satírica e carregado de uma sensualidade provocante.** Há muitos filmes que giram em torno de mulheres fatais, que usam a sensualidade e a sedução para fins obscuros. Na verdade, até há mulheres na vida real que o fazem com habilidade. No filme que temos diante de nós, iremos enfrentar talvez uma das mais perversas e diabólicas mentes femininas que o cinema já conheceu. De facto, não me ocorrem outros adjectivos para Bridget Gregory, uma mulher que parece angelical e o tipo de esposa que a nossa mãezinha sempre sonhou para nós, até que vemos o seu lado negro. O filme elabora uma teia de intrigas e malícia onde Bridget é a personagem principal, a aranha no meio da teia, pronta para devorar as suas presas masculinas. Ela era casada com um sujeito que trafica medicamentos, mas resolve fugir e levar com ela uma enorme quantidade de dinheiro de tráfico, o que enfurece o marido dela (e qualquer marido, penso eu). Ela esconde-se numa cidadezinha pequena onde decide fixar-se sem dar nas vistas. Conhece Mike Swale e rapidamente se envolve com ele, a ponto de o convencer a matar o marido… sem que ele saiba que ele é, de facto, o marido dela. O sucesso do filme assenta largamente num roteiro muito bem escrito, de Steve Barancik, e na direcção muito inteligente de John Dahl. Algumas cenas, como a cena do bar onde Mike tenta seduzir Bridget e acaba seduzido por ela, são verdadeiramente antológicas, e apesar de este nem ser um filme muito explicito (alguns filmes de adolescentes mostram muito mais pele do que este filme), brinda-nos com algumas das mais perversas e quentes cenas de sexo do cinema (do cinema comercial normal, não estou a ter em conta os filmes pornográficos), não tanto pelo que mostra mas pela intensidade, beleza e empenho dos actores. No meio do elenco só um nome se destaca e é em torno dele que todo o filme se constrói: Linda Fiorentino conseguiu, com este filme, o trabalho mais marcante de toda a sua carreira. Ela é viciosamente perversa, cruel, cínica, malévola e altamente sedutora. A forma como ela se empenhou na personagem é quase palpável. Bill Pullman e Peter Berg também são ambos muito bons e interagem perfeitamente com Fiorentino, mas é mesmo ela quem carrega o protagonismo e faz o filme todo funcionar. Sendo um filme que é um neo-noir com toques de comédia satírica pelo meio, o aspecto técnico mais notável é claramente a cinematografia, que aproveita sabiamente a luz e sombra. Não é, todavia, um filme tão escuro como a maioria dos noir, nem tão sombrio na forma como aborda os temas. A comédia está lá, a sátira está presente e isso aligeira o ambiente, torna o filme mais divertido e menos denso. Os diálogos são incríveis e merecem toda a nossa atenção, bem como os cenários e a soberba banda sonora, de Joseph Vitarelli.

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