A Fantástica Fábrica de Chocolate
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A Fantástica Fábrica de Chocolate

A Fantástica Fábrica de Chocolate

Entre em um mundo de pura imaginação.

Tipo

Filme

Ano

1971

Duração

100 min

Status

Released

Lançamento

1971-06-29

Nota

7.5

Votos

3.908

Direção/Criação

Mel Stuart

Orçamento

US$ 3.000.000

Receita

US$ 4.000.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um garoto pobre ganha o direito de visitar a fábrica de chocolates do excêntrico Willy Wonka. Acompanhado por seu avô e quatro crianças mimadas, ele vive aventuras inesquecíveis e aprende uma importante lição.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Muito melhor do que o filme de 2005, mas ainda acho que seria mais interessante como filme animado.** Quando vi o filme de 2005, protagonizado por Johnny Depp, não fiquei nada satisfeito: o filme parecia mais eficaz como animação do que como filme convencional, carregado de CGI. Porém, eu desconhecia este filme, não sabia que o livro original, escrito por Roald Dahl, tinha sido adaptado para o cinema anteriormente e que, portanto, o filme de 2005 era uma re-filmagem moderna de um clássico mais antigo. Só vim a aperceber-me disso no momento em que estava a escrever a minha resenha a esse filme, e imediatamente me decidi que veria o filme mais antigo quando pudesse. Vi este filme ontem, e a comparação entre os dois foi inevitável, com vantagem para este filme. Continuo a pensar que um filme animado seria mais interessante, mas reconheço que esta produção de 1971 tem mais encanto do que a superprodução inchada e entupida de CGI de 2005. Tudo parece mais realista e credível, a magia é algo em que conseguimos crer com mais naturalidade. Eu consigo entender o apelo que uma fábrica de chocolates pode ter para uma criança: vivi perto de uma e só o cheiro na rua era uma coisa indescritível. Porém, o filme brinda-nos com um espectáculo de luz, cor e alegria, e transforma aquele lugar mágico numa coisa convincente que nós, por momentos, adoraríamos que existisse. A cinematografia, os efeitos visuais e especiais e a boa concepção dos cenários e figurinos são essenciais para obter esse efeito, e todos estão de parabéns. Há qualquer coisa aqui que é estranhamente psicadélica, mas isso é suficientemente subtil. Mel Stuart foi fiel ao conto original, pelo que a história continua a mesma: o modesto e sinceramente bom Charlie, a fábrica misteriosa que ninguém conhece e ninguém sabe como trabalha sem operários, as excentricidades de Willie Wonka, as enervantes canções dos Oompa Loompas, as crianças cheias de defeitos e teimosias, os pais exageradamente condescendentes. As interpretações acabam por fazer a diferença: Gene Wilder dá-nos uma versão mais carinhosa e doce de Wonka, menos focada nas suas excentricidades, e o resultado do seu trabalho é uma interpretação memorável e antológica que marcou o resto da sua carreira enquanto actor. O jovem Peter Ostrum é perfeitamente convincente no papel de Charlie e Jack Albertson também brilhou no seu papel de avô carinhoso. Só há verdadeiramente um problema neste filme, pelo menos para mim: eu não consigo gostar nem um pouco dos Oompa Loompas. Além de parecer uma espécie de trabalho de escravo (supostamente foram resgatados do seu país de origem para não morrerem todos e aceitaram trabalhar para o seu salvador por mera gratidão), são irritantes com as canções e têm um visual perfeitamente bizarro.

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