A Megera Domada
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A Megera Domada

A Megera Domada

Tipo

Filme

Ano

1967

Duração

117 min

Status

Released

Lançamento

1967-03-08

Nota

6.9

Votos

180

Direção/Criação

Franco Zeffirelli

Orçamento

US$ 4.000.000

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Itália, século XVI. Petruchio, um proprietário rural pobre e irado de Verona, chega a Pádua em busca de fortuna e uma esposa, enquanto Baptista, um comerciante rico, anuncia que não permitirá que Bianca, sua filha mais nova, se case até que a temperamental e indisciplinada Katherina, sua filha mais velha, o faça.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Divertido e alegre, como não podia deixar de ser.** Politicamente incorrecta, mas bastante divertida, *A Megera Domada* é uma das peças clássicas do repertório de Shakespeare e é assiduamente levada ao palco e, também, ao cinema. E como eu já tive ocasião de dizer, é preciso ter alguma coragem para levar ao cinema uma obra do bardo inglês, cuja horda de puristas é tão radical e extremista quanto costuma ser. Seja como for, é um filme divertido, que nos faz rir com as tropelias do casal principal, Petruchio e Catarina. Sendo um enredo bastante conhecido, não vou entrar em detalhes. No geral, gostei bastante do filme. Penso que Franco Zeffirelli foi capaz de uma direcção inspirada e espirituosa, capaz de extrair e evidenciar a comédia das situações e tornar o filme divertido e leve, como tinha de ser. O filme honra Shakespeare, mas não se leva demasiado a sério ao ponto de parecer pesado. A cinematografia, vividamente colorida, acrescenta força e alegria ao filme, e os cenários e figurinos são igualmente notáveis, apostando em criar um ambiente de alegria e de festa, sem desconsiderar o fundo renascentista onde a história é ambientada. Claro, a música é uma parte essencial deste ambiente leve e festivo, e Nino Rota foi a pessoa certa para idealizar a banda sonora do filme. O trabalho dos actores é bom, mas o destaque vai inteiramente para o duo formado por Richard Burton e Elizabeth Taylor. O casal tem uma energia intensa em cena e uma química muito forte, que transportam para as personagens e as situações pelas quais elas vão passando. A somar ao talento e à energia contagiante, ambos receberam excelente material e têm diálogos dignos de citação e que funcionam maravilhosamente. De referir, ainda, as boas colaborações de Michael Hordern, Michael York, Natasha Pyne e Cyril Cusack em personagens secundárias da trama.

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