
Tipo
Filme
Ano
1946
Duração
113 min
Status
Released
Lançamento
1946-05-02
Nota
7.1
Votos
370
Direção/Criação
Tay Garnett
Orçamento
US$ 1.683.000
Receita
US$ 5.086.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Em suas andanças sem rumo, Arthur Keats acaba parando em Twin Oaks, um restaurante à beira da estrada, onde conhece Cora Smith. Cora cuida do lugar com seu marido, com quem vive um casamento medíocre. Arthur e Cora acabam envolvendo-se em um romance apaixonado, mas para conseguirem a felicidade deverão dar fim à pedra no caminho - o marido de Cora.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um dos filmes ‘noir’ mais interessantes que vi, e um dos mais icónicos da carreira de Lana Turner.** Este é um dos filmes ‘noir’ mais interessantes que vi e traz-nos uma história que tem por base um romance escrito e que seria adaptada ao cinema novamente, na década de 80, num filme que se tornou icónico por si mesmo. Apesar disso, este filme merece um olhar atento e brinda-nos com uma história profunda e moralmente desafiante. Tudo acontece num café à beira de uma estrada, onde o viandante Frank Chambers arranja um emprego como ajudante. Ele não é o tipo de homem que quer prender-se a um lugar ou a um emprego, pelo que a vaga não parece sedutora para ele, mas tudo muda ao conhecer a esposa do patrão, Cora. Ela é realmente sedutora e ele fica interessado nela, apesar de ela ser casada e de o marido, Nick, ser uma alma pacífica que jamais suspeitaria das intenções ocultas dele. O que começa por ser um caso extraconjugal levará, porém, ao crime e ao assassinato, e por fim à separação dos amantes, divididos pela suspeita mútua. O filme é bom, e tem tanto de subtil quanto de perverso e verdadeiramente provocador. Não é necessário vermos o casal na cama para percebermos o que se passa ali, e a maneira como os dois conspiram e traçam segredos é verdadeiramente bem feita. Lana Turner merece uma nota de louvor pela forma sedutora e perversa como deu vida a Cora. Ela é uma femme fatale por excelência e é impecável na forma como dá vida ao papel que, de resto, lhe rendeu a fama e abriu portas a trabalhos mais desafiantes, e que todos conhecemos. Ao seu lado, John Garfield também está no seu melhor, e a maneira como ambos trabalham é boa e transpira química. Também Cecil Kellaway é bom e autêntico na maneira despreocupada como dá vida a um marido ingénuo e naturalmente bondoso. O filme conta ainda com a colaboração bem-vinda de Leon Ames. A cinematografia preto-e-branco é muito elegante e faz um uso inteligente da luz e da sombra. Os cenários são igualmente notáveis, em particular a casa onde tudo acontece, e os figurinos de Turner são sedutores e destacam o corpo esbelto e atraente da actriz, uma das mais sedutoras da era dourada de Hollywood. O filme tem poucos efeitos especiais, mas os que tem são eficazes e credíveis.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
