Colheita Maldita 2: O Sacrifício Final
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Colheita Maldita 2: O Sacrifício Final

Colheita Maldita 2: O Sacrifício Final

Essas crianças também estão sozinhas em casa. Mas seus pais nunca vão voltar.

Tipo

Filme

Ano

1992

Duração

92 min

Status

Released

Lançamento

1992-01-29

Nota

4.8

Votos

273

Direção/Criação

David Price

Orçamento

US$ 900.000

Receita

US$ 6.980.986

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A população de Hemingford decide adotar as crianças sobreviventes de Gatlin, tentando ajudar as crianças a começarem novas vidas. Infelizmente para os bem-intencionados da cidade, as crianças vão para o milharal onde um dos membros do grupo de culto, Micah, foi possuído por um demônio enviado por Aquele Que Anda por Detrás das Fileiras, a entidade adorada pelo culto. No curso de uma semana, as crianças matam todos na cidade.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Decadente.** Sequelas de bons filmes podem realmente ser um desastre... sequelas de filme que tendem a não ser tão bons têm mais probabilidades de ser um desastre. E é precisamente isso que temos aqui. Este filme começa onde o antecessor terminou: o massacre de Gatlin é descoberto e toma contornos públicos, com as autoridades a investigar. Sinceramente, não sinto vontade de resumir o roteiro porque é verdadeiramente pobre, parece apenas um esqueleto, montado em cima do filme original, e que serve de base a cenas de mau terror, bastante aborrecidas e aparentemente mais concebidas para a TV do que para o grande ecrã. Tudo se passa noutra cidade, onde as crianças sobreviventes de Gatlin são acolhidas e vão começar a replicar os acontecimentos da sua cidade de origem, reerguendo a sua seita diabólica e recomeçando os assassinatos em massa. E tal como no primeiro filme, a solução virá daqueles que se opõem ao culto, e do filho de um jornalista que investiga Gatlin, e que não tem a melhor relação com o próprio pai (cliché). O filme tem um mau roteiro, pessimamente escrito e com imensas pontas soltas, como a ideia do mofo tóxico no milho, que fica pendente e solta no meio da trama, sem resultar em nada nem ter um desfecho conclusivo. O elenco é mau e conta com algumas personagens estranhas ao âmbito do filme e que parecem ter sido encaixadas na trama recorrendo a marteladas. É o caso do indígena americano cheio de preocupações ambientais que vai ajudar os heróis da trama para morrer miseravelmente num sacrifício heróico. O elenco infantil é aborrecido e desinteressante, mas os adultos não são melhores, e o filme compensa o mau trabalho dramático com boas perspectivas do generoso decote de Christie Clark, ainda bastante gostosa nesta altura. Paul Scherrer não convence e só faz o que tem de fazer e Ryan Bollman parece um adolescente mimado com problemas sérios de afirmação e não uma ameaça letal credível. Comparado ao primeiro filme, os aspectos técnicos sofrem uma evolução que, mesmo assim, não compensa a pobreza dramática e o roteiro decadente, nem tornam este filme merecedor da nossa atenção. A cinematografia parece muito televisiva, mas aproveita bem as cenas mais sangrentas do filme… que é bastante mais sangrento e visualmente chocante do que o original. Há bastante sangue, algumas mortes são realmente violentas e temos várias cenas de cadáveres em decomposição, que os efeitos especiais melhorados souberam tornar bastante realistas. No entanto, mesmo aqui há falhas e as cenas finais, onde vemos o monstro diabólico, são dignas do nosso riso ou, no mínimo, de um sorriso irónico.

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