A Vida em Preto e Branco
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A Vida em Preto e Branco

A Vida em Preto e Branco

Nada é tão simples quanto preto e branco.

Tipo

Filme

Ano

1998

Duração

124 min

Status

Released

Lançamento

1998-09-17

Nota

7.3

Votos

1.850

Direção/Criação

Gary Ross

Orçamento

US$ 60.000.000

Receita

US$ 49.800.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Nos anos 90 David (Tobey Maguire) é um jovem solitário, que não é feliz com sua vida e foge da realidade assistindo "Pleasantville", um seriado em preto e branco dos anos 50 onde tudo é agradável. Mas tudo muda bruscamente quando Jennifer (Reese Whisterpoon), sua irmã, que sexualmente muito mais ativa que David, briga com ele pela posse de um estranho controle remoto, que apareceu através de um igualmente estranho técnico de televisão (Don Knotts), que chegou repentinamente logo após eles terem quebrado o antigo controle. Durante a briga eles apertam o novo controle e são magicamente transportados para dentro da fictícia "Pleasantville" e lá se tornam Bud e Mary-Sue Parker, dois personagens da série.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um espectáculo visual com uma trama surrealista, para dizer o mínimo.** Gary Ross dirigiu e escreveu um dos filmes que mais me recorda o surrealismo artístico. Pelo menos, é o que me vem ao pensamento após ter visto este filme! Recorda-me muito uma daquelas pinturas de Salvador Dali, onde o onírico e o bizarro se misturam de modo ultra-realista com a própria realidade. Para mim, o argumento escrito é o ponto mais forte do filme. A história é realmente muito original, criativa, fora do comum: começa nos anos 90, com dois irmãos que se sentem, de maneiras distintas, desajustados com a sua realidade e com a sua vida. Quando os dois brigam e partem o controlo remoto da TV, por artes mágicas, aparece um técnico que lhes dá um novo, após uma conversa sobre a série de TV favorita de um deles. E quando eles o utilizam, acabam DENTRO da série de TV, que é uma ficção positivista idílica passada nos anos 50. A partir daí, à medida que vão interagindo com as personagens da série, na pele de duas personagens principais, os dois irmãos vão trazer mudanças radicais a tudo o que os rodeia, incluindo a própria cor dado que a série era transmitida a preto-e-branco. Nomeado para três Óscares (Melhor Figurino, Melhor Direcção de Arte, Melhor Banda Sonora Original), perdeu-os todos. Não obstante, a nomeação era justíssima e esquece de todo o excelente argumento escrito e a notável cinematografia, que mereceriam também uma nomeação, ainda que infrutífera. De facto, o trabalho da cor e dos gradientes cinzas neste filme é impressionante e feito com um profissionalismo notável, assim como todo o trabalho de filmagem e edição. A banda sonora também faz um trabalho notável, com uma boa colecção de melodias e canções que serão facilmente reconhecidas por uma boa parte dos espectadores. O elenco é liderado por Tobey Maguire e Reese Witherspoon. Os dois actores eram bem adultos quando interpretaram estas personagens, mas foram bafejados com a sorte de não aparentarem absolutamente a sua respectiva idade biológica: ao parecerem mais jovens do que realmente são, não senti que a questão da idade fosse um grande limitativo para o trabalho deles aqui. Ainda melhores do que eles, William Macy e Joan Allen oferecem-nos um excelente trabalho de interpretação e actuação, com personagens complexas que são humanizadas de maneira impressionante. Jeff Daniels é menos impressionante, mas a verdade é que isso se deve, em boa medida, à personagem algo amorfa e sem sangue nas veias que lhe deram para fazer. Don Knotts, por seu turno, faz apenas o que tem que fazer, mas tudo o que ele fez foi bem feito e honrosamente cumprido.

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