Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2
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Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2

Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2

Para a viagem da sua vida... Tudo que você precisa no Natal são os dois bancos da frente!

Tipo

Filme

Ano

1982

Duração

85 min

Status

Released

Lançamento

1982-12-10

Nota

6.1

Votos

1.247

Direção/Criação

Ken Finkleman

Orçamento

US$ 15.000.000

Receita

US$ 27.150.534

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Diversas confusões acontecem quando o Mayflower 1, o primeiro ônibus espacial de passageiros, ruma para a Lua, pois há um louco detonador a bordo. O primeiro módulo lunar está para se autodestruir, as máquinas não estão funcionando e o pior de tudo: a tripulação descobre que está sem nenhum café.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Uma sequela que nunca deveria ter sido feita porque o primeiro filme fez tudo que havia para ser feito.** Após o sucesso de “Airplane”, houve uma vontade imediata de fazer uma sequela. Porém, os criadores do primeiro filme tiveram sérias dúvidas acerca disso porque sentiram que haviam esgotado as piadas sobre aviões, que o filme tinha feito quase tudo o que podia fazer e não havia, propriamente, uma continuação lógica para aquele trabalho. E eu penso que esse sentimento teve um forte impacto na maneira como este filme foi imaginado: já não estamos num avião, mas num vaivém espacial rumo a uma colónia humana na Lua, algures num futuro onde se usam as mesmas tecnologias e roupas que na época em que o filme foi feito. É Ken Finkleman quem assegura a direcção e roteiro, devido à recusa dos criadores originais em embarcar neste novo projecto. Nova direcção, novos criativos, nova equipa, mas a “receita” usada foi virtualmente a mesma do filme anterior: comédia situacional, por vezes bastante malandra, numa sucessão de piadas que podem ou não funcionar bem e se assemelham a uma espécie de colagem de sketches humorísticos unidos por um fio condutor comum. O humor do filme é razoavelmente bom e penso que houve um esforço substantivo para ombrear com a qualidade do filme inicial. Porém, creio que os directores/roteiristas do primeiro filme tinham razão quando disseram que a premissa de base estava gasta, e que não seria uma boa ideia fazer um novo filme que fosse demasiadamente idêntico. De facto, o ambiente do filme é muito morno, as ideias em torno da viagem espacial são muito rebuscadas, os diálogos são excessivamente idênticos aos do primeiro filme e até mesmo algumas das melhores piadas são recicladas e reutilizadas, num esforço de copiar e colar que demonstra uma certa preguiça mental. O ritmo é decente o bastante, mas o filme, em geral, não nos dá uma experiência que se possa, sequer, dizer que foi satisfatória. A somar a tudo isto, senti que o filme reutiliza igualmente parte dos ambientes e cenários do primeiro filme. Isto é, se a história se ambienta no futuro e dentro de um vaivém lunar, por que diabos continua a assemelhar-se ao interior de um avião comum? Mais uma vez, preguiça, falta de investimento no projecto e, talvez, falta de um orçamento decente. O elenco é, em larga medida, o mesmo que vimos em “Airplane” nas mesmas personagens e a dizer as mesmas piadas, nas mesmas situações. Não posso dizer que os actores não tentaram esforçar-se e dar-nos um trabalho bem feito, mas estou certo de que receberam mau material e integraram um projecto que nunca deveria ter saído do papel. Uma das ausências mais evidentes é Leslie Nielsen, um actor veterano o bastante para, com toda a certeza, se ter apercebido de que seria uma péssima ideia ter parte neste novo filme. Robert Hays e Julie Hagerty estão de volta, mas não são tão interessantes e o trabalho que desenvolvem é muito fraco. William Shatner é um dos poucos actores que merece uma nota positiva, e que se desembaraça suficientemente bem do trabalho que teve em mãos.

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