
Tipo
Filme
Ano
2017
Duração
109 min
Status
Released
Lançamento
2017-10-12
Nota
6.1
Votos
5.115
Direção/Criação
Dean Devlin
Orçamento
US$ 120.000.000
Receita
US$ 221.600.160
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
E se, após mais de uma década de desastres naturais devastadores, nós descobríssemos uma forma de controlar a mãe natureza e a destruição que ela carrega? Quando uma mudança catastrófica do clima ameaça a sobrevivência da terra, os governos mundiais se unem e criam o Projeto Dutch Boy: uma rede global de satélites ao redor do planeta armados com tecnologias de geo-engenharia desenvolvidas para impedir os desastres naturais. Após proteger o planeta com sucesso por dois anos, algo começa a dar errado. Dois irmão afastados são encarregados de resolver um defeito no funcionamento do programa antes que uma tempestade mundial acabe com tudo.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Isto não funcionou muito bem, pois não?** Filmes de desastres sempre foram uma boa garantia de entretenimento esquecível e que o público consome sem grande preocupação, sem pensar nisso. Este é apenas mais um de muitos, e não é um dos melhores, muito embora haja também exemplos mais infames. A trama ambienta-se num futuro razoavelmente próximo, onde a raça humana respondeu às alterações climáticas da maneira mais preguiçosa possível: em vez de adoptar um novo estilo de vida mais em harmonia com o mundo em que vive, simplesmente tomou para si o controlo do clima mundial através de um imaginativo sistema de satélites estacionários controlados centralmente a partir da Estação Espacial Internacional. O problema é que, a escassos meses de o controlo de todo o sistema transitar para a ONU (estaria nas mãos da administração norte-americana ou da NASA), o sistema começa a apresentar falhas muito graves que colocam em perigo a sobrevivência da vida na Terra. Talvez seja melhor eu tentar não abordar demasiado a verosimilhança (ou ausência dela) deste argumento escrito. De facto, além de ser moralmente condenável (estamos fartos de ver o Homem fazer de conta que é Deus em muitos aspectos), a ideia de semelhante rede de controlo climático parece estupidamente cara e absolutamente inviável considerando a abrangência (obrigaria a um amplo consenso de todas as nações e a um financiamento em que todas tomassem parte), a complexidade, os custos e a quantidade de problemas a superar. É extremamente irrealista e não sei se o público aceitou a ideia a ponto de ver o filme. Todavia, ultrapassada esta estranheza, o filme desenrola-se razoavelmente e dá-nos uma trama que, sendo previsível, cliché e ocasionalmente entediante, pelo menos é capaz de entreter. E claro, é melhor esquecer o desenvolvimento das personagens, que se limitam ao mais básico. A nível técnico, o filme aposta todas as suas fichas nos efeitos visuais e em CGI de alta qualidade, embelezado por um excelente trabalho de filmagem e de fotografia, e por bons cenários e figurinos. Não podemos queixar-nos da falta de cenas grandiosas ou de acção espectacular, em particular quando os desastres e tempestades começam verdadeiramente a devastar vários pontos do planeta em simultâneo. Os efeitos visuais fazem muito pelas cenas mais impressionantes, e a banda sonora dá um apoio feliz e bem conseguido. Dean Devlin é um produtor consagrado, mas está visto que não serve para ocupar o lugar de director. Ele não é capaz de coordenar ou orientar devidamente o elenco e o resultado disso é a maneira aleatória como cada um dos actores vai fazendo o seu trabalho. Sente-se que o ambiente nos bastidores pode não ter sido o mais fluído: Ed Harris, o veterano do elenco, escapa bastante a tudo isso e aproveita a sabedoria da experiência para nos dar uma interpretação muito interessante e bem conseguida numa personagem que quase não aparece, embora seja importante. O resto dos actores está à deriva: Abbie Cornish parece ter encontrado algum porto de abrigo que lhe permitiu desembaraçar-se melhor, mas Jim Sturgess, Gerard Butler e Andy Garcia estão perdidos e confusos com o seu material e as suas respectivas personagens, acabando por desperdiçar muito do seu talento.
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