Priscilla, a Rainha do Deserto
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Priscilla, a Rainha do Deserto

Priscilla, a Rainha do Deserto

Ela está de volta... Parecendo tão linda e ultrajante como sempre em um vestido novo.

Tipo

Filme

Ano

1994

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

1994-05-31

Nota

7.3

Votos

903

Direção/Criação

Stephan Elliott

Orçamento

US$ 2.000.000

Receita

US$ 29.700.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Anthony concorda em levar seu show para a estrada. Ele convida os travestis Adam e Bernadette para acompanhá-lo. Os três viajam pelo deserto australiano em um ônibus todo colorido, chamado Priscilla, fazendo shows para plateias entusiasmadas e homofóbicos. Porém, quando os amigos de Anthony descobrem a verdade da viagem, problemas acontecem.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Um filme “gay friendly” com algumas qualidades, mas que parece inacabado nalguns aspectos importantes.** Este tem sido um dos filmes mais queridos da comunidade transexual, muito embora me pareça óbvio que ser travesti e transexual não são coisas idênticas. Travesti é todo aquele que veste roupas do sexo oposto para se parecer com esse sexo. Transexual é todo aquele que acredita que devia ter nascido com o sexo oposto ao que possui, e que, não raras vezes, começa a fazer tratamentos médicos a fim de assumir o aspecto físico que desejava. O que têm em comum? Ambas são minorias de pouca expressão dentro do movimento “gay” e, apesar de darem nas vistas, têm reivindicações que por vezes contrariam as do movimento homossexual, levando a algumas fricções internas. Nada disto importa realmente, mas ajuda a entender porque o grupo mantém este filme na lista dos seus favoritos. Filmado na Austrália, mostra-nos a viagem atribulada de uma trupe de travestis pelo deserto australiano até uma cidade remota, onde deverão ter alguns espectáculos. O filme tem um roteiro inteligente, onde as aventuras e desventuras do trio se cruzam com outras personagens caricatas e, claro, com a intolerância e a homofobia das comunidades rurais isoladas, onde o filme, “gay friendly”, aproveita para tecer certas críticas a estas atitudes. Infelizmente, o filme não nos dá mais do que isto, as personagens são pouco desenvolvidas e a sensação que fica é a de um projecto feito para agradar a um nicho de público e não para contar uma boa história. O elenco tem na frente três nomes fortes que asseguram um protagonismo consistente: Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce. Os três actores são apostas sólidas e fazem um trabalho muito decente com o material recebido, sendo que Pearce, mais extravagante e bizarro, é o que menos me satisfaz. A personagem que ele nos ofereceu é uma caricatura e não uma figura humana credível. É ele quem adquire o autocarro de turismo que vai ser usado na viagem, e que baptiza, bizarramente, de Priscilla, Rainha do Deserto. A nível técnico, o filme não apresenta grandes notas de qualidade pelas quais mereça um louvor especial. Com um par de excepções: a primeira é o ‘design’ dos figurinos usados no filme pelo trio de actores principais, cheios de detalhes bizarros que aludem ao mundo do espectáculo; a segunda é a cinematografia, muito bem concebida e trabalhada, e na qual contribuíram largamente a escolha primorosa dos locais de filmagem desérticos e, ainda, o bom trabalho de filmagem e de luz.

Rosana Botafogo

**English** Immortal soundtrack, deserved winner of the Oscar for best costume design in 1994, beautiful clothes, that slipper dress, to match the earrings and creative wigs, I want it now... The sad part is that the film was based on three real drag queens, who would perform, but were overlooked by more financially commercial straight men, now forgotten, despite this the film is an immortalized classic, the joy, perseverance and courage in the face of homophobia, violence and prejudice... Beautiful... **Portuguese** Trilha sonora eternizada, merecidíssmo vencedor do Oscar de melhor figurino em 1994, roupas belíssimas, aquele vestido de chinelo, a combinar com os brincos e as perucas criativas, já quero... A parte triste, que a filme foi baseado em três drags verdadeiras, que atuariam, mas foram preteridas por héteros mais comerciais financeiramente, hoje esquecidas, relevando isso o filme é um clássico eternizado, a alegria, perseverança e coragem ante a homofobia, violência e preconceito… Lindo...

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