
Tipo
Filme
Ano
2009
Duração
109 min
Status
Released
Lançamento
2009-08-13
Nota
6.3
Votos
2.360
Direção/Criação
Christian Alvart
Orçamento
US$ 27.000.000
Receita
US$ 29.000.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Emily Jenkins (Renée Zellweger) é uma dedicada assistente social que está diante do caso 39, referente à garota Lilith Sullivan (Jodelle Ferland). Os pais de Lilith tentam feri-la, o que faz com que Emily intervenha. Encantada com a garota, Emily oferece que more com ela até que seja encontrada uma família adotiva. Só que há um mistério por trás da garota, já que todos que se aproximam dela aparentam enlouquecer.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um bom filme de terror leve, em que o desempenho do elenco é fundamental.** Neste filme, uma dedicada assistente social que trabalha na protecção de menores vai deparar-se com um caso que, inicialmente, aparenta ser de violência e maus tractos domésticos. Ela não tem a certeza do que realmente se passa naquela família, mas o instinto e a experiência dizem-lhe que há algo de muito errado naqueles pais. E as suspeitas confirmam-se quando, alertada pela menina, ela encontra os pais prontos a matá-la no forno. Meses depois, ela obtém para si a guarda provisória da menina, mas apenas algumas semanas de convivência serão o bastante para ela começar a entender que aquela menina pode não ser tão inocente quanto aparenta, e que algo de verdadeiramente sinistro se passa com ela. Filmes de terror em que as crianças são o elemento central da trama não são uma novidade. Tivemos clássicos como *Cidade dos Malditos*, *O Génio do Mal* e toda a franquia *Os Filhos da Terra*, sem falar nos filmes mais recentes como *A Órfã*. Porém, não deixam de ser deliciosos e apelativos, quando são realmente bem feitos. O filme tem uma história interessante, que se desenrola a bom ritmo, sem reviravoltas, subterfúgios ou estratagemas para amplificar o ‘suspense’, e tudo padece de um certo grau de previsibilidade. Todavia, o filme beneficia da boa construção das personagens, especialmente a protagonista, uma assistente social que cedo nos conquista com a sua dedicação e boas intenções, e nos prende a atenção até ao fim. De facto, as performances excelentes de Renée Zellweger e da jovem Jodelle Ferland são ponto essencial da qualidade e da força do produto final. Zellweger já nos mostrara, em diversos trabalhos anteriores, ser uma actriz de grande talento e versatilidade, mas ela consegue levar o filme às costas aqui, enquanto Ferland foi capaz de ultrapassar a sua inexperiência e grande juventude para nos brindar com um trabalho colossal para uma actriz infantil, em que ela chega até a parecer uma adulta de tão ameaçadora e calculista que consegue ser. O filme conta ainda com o trabalho de Ian McShane e Bradley Cooper, apostas seguras nas personagens de apoio. O filme não é particularmente notável no que diz respeito aos valores de produção e questões técnicas. A cinematografia é padrão, mas funciona bastante bem e é eficaz, adequando-se bem e ajudando a construir a tensão leve sentida durante o filme. Algumas cenas em particular (como a cena no carro a afundar-se ou o incêndio) foram brilhantemente filmadas, mas falta uma maior sensação de perigo. Os cenários e figurinos são tudo o que poderíamos esperar, sem surpresas ou problemas de maior. A edição e a banda sonora cumprem o seu trabalho discretamente.
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