Barton Fink: Delírios de Hollywood
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Barton Fink: Delírios de Hollywood

Barton Fink: Delírios de Hollywood

Só tem uma coisa mais estranha que o que se passa dentro da sua cabeça... o que se passa fora dela.

Tipo

Filme

Ano

1991

Duração

117 min

Status

Released

Lançamento

1991-08-01

Nota

7.5

Votos

1.859

Direção/Criação

Joel Coen

Orçamento

US$ 9.000.000

Receita

US$ 6.153.939

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em 1941, um intelectual de Nova Iorque, o dramaturgo Barton Fink, aceita uma oferta para escrever roteiros de cinema em Los Angeles. Ele se encontra com o bloco do escritor, quando necessário, para fazer um roteiro de filme B. Seu vizinho tenta ajudar, mas ele continua a lutar conforme uma sequência bizarra de eventos o distrai.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Difícil de entender, mas o retrato perfeito do fosso entre o público comum e a mente de um intelectual.** Este é provavelmente um dos filmes mais herméticos, pessoais e autobiográficos que os irmãos Cohen já nos deram a ver. Muitas pessoas acham-no chato. Eu entendo e posso concordar, mas também penso que compreendo, pelo menos em parte, o que os directores queriam dizer. Há muita coisa em comum entre os Cohen e Barton Fink, um judeu intelectual idealista, que idolatra as pessoas comuns e, portanto, não consegue ver quão estúpidas elas são. De repente, é contratado para escrever o roteiro de um filme medíocre sobre pugilismo. O tipo de filme que as pessoas comuns pagam para ver até hoje. É claro que um roteiro desses, para um intelectual cheio de ideais, nunca seria fácil porque Fink não sabe como se adaptar à tarefa. Ele está muito acima dos homens comuns para ver e saber o que eles querem, e é por isso que ele nunca lhes irá agradar. Hoje, a maioria das pessoas não gosta de teatro ou de arte porque se tornou elitista e intelectual demais para atrair massas (tomando o teatro e as artes como exemplo, ainda podemos pensar na música clássica ou mesmo algum cinema). Deste ponto de vista, o filme é inteligente: começa como um filme muito intelectual e hermético, que fará com que o público mais idiota fuja do teatro e, gradualmente, vai-se tornando mais "normal" através da acção e da violência. Mesmo assim, mantém alguma intelectualidade, através de elementos e momentos que o filme nunca se preocupa em explicar (a importância e o conteúdo da caixa que Fink recebe perto do fim, por exemplo, uma coisa que me deixou confuso e curioso). É como se o filme, mesmo fazendo um esforço para se adaptar, nunca deixasse de ser o que é. No meio disso tudo, gostei do trabalho de Turturro, que deu vida ao protagonista. Ele sabe como tornar a sua personagem ingénua e sonhadora. Fink às vezes parece tão alheio ao mundo ao seu redor que parece estar drogado. O que conta para ele é o mundo que tem dentro da cabeça. Muito interessante, mas difícil de engolir para o público comercial.

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