A Visita
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A Visita

A Visita

Ninguém te ama como seus avós.

Tipo

Filme

Ano

2015

Duração

94 min

Status

Released

Lançamento

2015-09-10

Nota

6.3

Votos

5.284

Direção/Criação

M. Night Shyamalan

Orçamento

US$ 5.000.000

Receita

US$ 98.450.062

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Um garoto (Ed Oxenbould) e sua irmã (Olivia DeJonge) são mandados pela mãe (Kathryn Hahn) para visitar seus avós que moram em uma remota fazenda. Não demora muito até que os irmãos descubram que os idosos estão envolvidos com coisas profundamente pertubadoras que colocam a vida dos netos em perigo.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Mediano e esquecível, mas capaz de intimidar o público.** Quando me preparo para ver um filme dirigido ou escrito por Night Shyamalan, nunca sei o que vou apanhar. Como já disse noutras resenhas a filmes dele, ele tem criatividade mas nem sempre consegue um resultado positivo do seu esforço, passando de genial a pateta num ápice e tendo filmes brilhantes com muitos outros medíocres pelo meio. Neste filme, dois irmãos vão visitar os avós maternos a fim de a mãe poder ir de férias com o novo companheiro dela. Eles nunca viram os avós, ou pelo menos não estão com eles há anos, e os idosos parecem radiantes e tudo corre bem… até que a avó começa a revelar hábitos um pouco estranhos e tudo começa a parecer tenso. O roteiro joga bem com sinais de senilidade e de alzheimer, usuais entre os mais idosos, para lançar um clima de tensão e de apreensão que se propaga também ao público que está a ver. Porém, fora isso, o filme tem pouca história a contar e doses elevadas de melodrama que destoam um pouco do panorama global. O filme contém uma reviravolta perto do fim como o director costuma fazer. A reviravolta é boa e prepara bem o clímax final, digno de um filme de terror… mas este final é demasiado longo, teria tido mais impacto se fosse mais curto e mais súbito. O elenco é encabeçado por dois actores jovens, Olivia DeJonge e Ed Oxenbould. Olivia destaca-se claramente, e mostra sinais promissores quanto à sua carreira, se quiser realmente dar-lhe uma continuidade. Os dois avós, Peter McRobbie e Deanna Dunagan, também foram muito bons, verdadeiramente convincentes na forma como deram vida às duas personagens mais velhas do filme. Deana, em particular, merece um verdadeiro louvor. No extremo oposto está Kathryn Hahn, totalmente artificial no papel de mãe. A personagem foi muito mal pensada e soa a falso o tempo todo. Tecnicamente, o filme é pobre, talvez até o mais pobre dos filmes de Shyamalan que eu já vi, no que diz respeito estritamente aos valores de produção e aspectos técnicos. A ideia de os jovens gravarem depoimentos para uma espécie de documentário caseiro soa a falso e apenas funciona como justificação para um “found footage”. Ao amadorismo total da cinematografia, quase sempre tremida, fora de foco, sem luz ou brilhante demais, contrapõe-se a quantidade de câmaras quase profissionais que os jovens tinham ao seu dispor, e que surgem no ângulo de filmagem umas das outras. Se a ideia era crianças gravarem um filme amador, como se justificam as câmaras serem tantas e tão boas? Tinham pais ricos? Ok, reconheço que este filme não é um dos piores de Shyamalan. Mas o facto é que também não é um êxito nem merece ser visto mais de uma vez. Com péssimos valores de produção, um elenco pouco conhecido mas capaz apesar disso, uma história fraca, repleta de inconsistências e falhas mas que consegue assustar ou intimidar o público, é um filme mediano e esquecível.

victor damião

"A Visita" é um terror eficiente justamente porque usa o susto e a estranheza como porta de entrada para uma tragédia familiar muito mais profunda: por trás dos "avós", da casa isolada e do humor desconfortável, o filme fala sobre abandono, culpa, silêncio e oportunidades perdidas de reconciliação. M. Night Shyamalan transforma uma premissa aparentemente simples, duas crianças passando alguns dias com os avós que nunca conheceram, em uma história sobre como feridas familiares não resolvidas podem atravessar gerações, deixando filhos e netos à mercê de ausências que eles nem compreendem totalmente. Rebecca e Tyler chegam em busca de raízes, afeto e respostas, mas encontram uma versão monstruosa daquilo que a família deixou de enfrentar; por isso, a revelação final não funciona apenas como reviravolta, mas como símbolo cruel de que a verdade, quando evitada por tempo demais, pode chegar tarde. O filme também acerta ao misturar horror, humor e drama, mostrando que o medo não está só nos comportamentos bizarros dos "avós", mas na percepção de que a família, lugar que deveria oferecer segurança, pode ser marcada por segredos, arrependimentos e rupturas irreparáveis. Assim, "A Visita" se destaca menos como um filme sobre velhice ou loucura e mais como uma fábula sombria sobre perdão, coragem e a necessidade dolorosa de encarar o passado antes que ele se torne impossível de reparar. Dou uma nota 8/10. Disponível na Prime Video e na Netflix.

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