
Tipo
Filme
Ano
2007
Duração
104 min
Status
Released
Lançamento
2007-06-22
Nota
6.7
Votos
4.823
Direção/Criação
Mikael Håfström
Orçamento
US$ 25.000.000
Receita
US$ 133.000.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Mike é um famoso escritor de livros sobre lugares mal-assombrados. Ele resolve explorar o quarto 1408 do hotel Dolphin, local em que ninguém coloca os pés há muito tempo. Sem dar atenção às advertências do gerente, ele descobre o verdadeiro significado do terror quando passa uma noite no misterioso recinto.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um bom filme, mas com demasiado CGI e efeitos especiais.** Neste filme, um romancista céptico tenta investigar (e desmistificar) a história de um quarto de hotel supostamente assombrado. A personagem, interpretada por John Cussack, é bastante teimosa e está convencida de que o hotel não tem fantasmas. Menos certo disso está o gerente, interpretado por Samuel L. Jackson, que faz de tudo para o desencorajar, tentando proteger o seu hotel daquela divisão mal-afamada, que permanece fechada e inacessível. Os dois actores colaboram bem juntos e fazem um bom trabalho, especialmente se considerarmos que estão mais acostumados a trabalhar em filmes de acção. Mas o grande actor do filme, aquele que se destaca, é o próprio quarto de hotel. Apesar de não passar de uma divisão espacial e de nós nunca vermos realmente uma entidade sobrenatural, o quarto é uma personagem em si mesma, na medida em que as demais personagens interagem com ela e ela corresponde de uma certa forma. Na verdade, e se nós quisermos ser rigorosos, o filme não é claro sobre a existência de um qualquer fantasma. O que vemos, em vez disso, é um homem em crise, que luta contra os remorsos e um passado que lhe deixa a consciência pesada. Naquela sala isolada do resto do mundo, os maiores fantasmas podem ser os que vivem dentro de nós ou da nossa cabeça. Essa é a beleza desse filme, profundamente psicológico: às vezes os nossos fantasmas, os que vivem dentro de nós, são os únicos que nos podem destruir se não os soubermos confrontar a tempo. O filme, porém, comete o terrível pecado do exagero, em especial a partir do último terço. Parece que o director Mikael Håfström ficou fascinado com as possibilidades dos efeitos especiais, decidindo distorcer profundamente o quarto de hotel de maneira estranha, tentando encaixar isso no filme e tornando-o algo intratável, tirando o foco da profundidade psicológica referida. Os efeitos especiais, não importa o quão bem feitos sejam, têm o seu tempo e devem ser servidos ao público na dose certa.
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