O Diabo a Quatro
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O Diabo a Quatro

O Diabo a Quatro

A guerra é ótima... quando os Irmãos Marx estão nela. Eles estarão fora das trincheiras no Natal... se a comida não melhorar!

Tipo

Filme

Ano

1933

Duração

1 min

Status

Released

Lançamento

1933-11-12

Nota

7.3

Votos

851

Direção/Criação

Leo McCarey

Orçamento

-

Receita

-

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Rufus T. Firefly é nomeado presidente/ditador da corrupta Freedonia e declara guerra à sua vizinha, Sylvania, disputando o amor da rica Sra. Teasdale.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Adoraria enviar uma cópia do filme a Vladimir Putin. Será que ele entenderia o gesto?** Quem diria que este filme está quase a completar cem anos? Acabei de o ver e está mais fresco e viçoso do que muitos vegetais do supermercado! Muitas pessoas já não sabem quem são os Irmãos Marx, mas há cem anos atrás, num tempo em que não havia memes de ‘internet’ (nem ‘internet’), eles eram os reis da comédia, e vale sempre a pena ver o que eles fizeram. Eles já faleceram há muito tempo, mas deixaram-nos um humor educado, inteligente, afiado, acessível e que toda a família pode ver. O filme foi lançado em 1933, num tempo dominado pelas ameaças iminentes da guerra. Lembra-nos o nosso próprio tempo, não é? Cem anos depois, continuamos a cometer os mesmos erros e a mostrar a Deus que não aprendemos nada com eles. O filme faz troça disso dando-nos o retracto de um país falido liderado por um homem incompetente, mas muito vaidoso, arrogante e rodeado de bajuladores que o tratam como um salvador da nação. Podia ser Mussolini, ou Hitler… e a crítica explícita aos ditadores europeus não podia ser mais afiada hoje, se pensarmos nalguns tiranetes do nosso tempo. O filme é dominado pelos quatro Marx: Zeppo, na sua última aparição como integrante do grupo, tem uma personagem bastante mais sólida do que o habitual e como resultado nunca sentimos que ele está a mais no filme. Chico também se sai muito bem. Harpo faz aquilo a que nos habituou, conseguindo ser engraçado sem dizer uma palavra e pondo a bom uso todos os seus truques como mimo e palhaço de ‘vaudeville’. Groucho, como tem sido habitual, lidera inteligentemente o grupo. O rei da resposta pronta não podia ter um raciocínio mais rápido e uma língua mais afiada. A somar, temos Margaret Dumont em hábil e salutar colaboração com eles. Bons cenários e figurinos muito bem imaginados ajudam-nos a compor Freedonia, uma república à beira do colapso, da bancarrota e de uma invasão estrangeira. Há uma dose inacreditável de cenas antológicas neste filme, desde a piada da moto com carro lateral à brincadeira com o espelho. A cinematografia a preto-e-branco é nítida, bem filmada e o filme não parece tão antigo quanto realmente é. A banda sonora dá o toque final.

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