Fome de Poder
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Fome de Poder

Fome de Poder

Ele roubou uma ideia e o mundo engoliu.

Tipo

Filme

Ano

2016

Duração

115 min

Status

Released

Lançamento

2016-11-24

Nota

7.2

Votos

5.522

Direção/Criação

John Lee Hancock

Orçamento

US$ 15.000.000

Receita

US$ 24.121.245

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A história da ascenção do McDonald's. Após receber uma demanda sem precedentes e notar uma movimentação de consumidores fora do normal, o vendedor de Illinois Ray Kroc adquire uma participação nos negócios da lanchonete dos irmãos Richard e Maurice "Mac" McDonald no sul da Califórnia e, pouco a pouco eliminando os dois da rede, transforma a marca em um gigantesco império alimentício.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme decente, ainda que a história contada seja substancialmente empolada e tornada mais tensa do que terá realmente sido.** Todos sabemos que o mundo dos negócios não é para meninos. Como o próprio protagonista do filme assume, há que estar preparado para a dureza dos concorrentes e jogadas que muitas vezes não são leais. Porém, é precisamente por isso que os grandes empresários são geralmente pessoas dignas do nosso desprezo: associam a frieza e o cálculo à inteligência e ao culto do ego, e não raras vezes encaram as outras pessoas como números ou como meios para negócio. A McDonald’s é indubitavelmente uma enorme multinacional muito poderosa, e o filme revela a forma como a empresa nasceu, pelas mãos de Ray Kroc, que toma conta da firma, tirando-a ao controlo dos fundadores – os Irmãos McDonald – e transformando-a em algo que é muito diferente do que eles sonharam, ainda que eles tenham ficado satisfeitos com o dinheiro que receberam por ela depois, e que as relações entre os três, na vida real, não fossem assim tão duras como o filme nos faz pensar. O roteiro, inteligentemente escrito, mas muito amargo e desagradável, empolou a situação e tornou-a mais tensa. Assim como _A Rede Social_, o filme mostra-nos as origens controversas de uma das empresas mais fulgurantes da América… e faz-nos não gostar de quem a ergueu. E curiosamente, ao contrário do que pensei inicialmente, a "McDonalds Corporation" parece ter mantido uma certa distância deste filme… porque será? Michael Keaton fez um trabalho muito bom com a personagem principal e soube encarnar bem a figura controversa de Kroc, tanto na voz quanto nas ideias e maneirismos. O actor merece, de facto, um louvor pela forma como se entregou ao trabalho. Também John Lynch e Nick Offerman estão em excelente forma e dão-nos performances bastantes convincentes, transformando os dois irmãos fundadores da empresa num duo harmonioso em que um pensa e planeia e o outro conduz adiante e executa tudo no terreno. Infelizmente, o resto do elenco simplesmente não faz nada de valor e limita-se ao mais básico. Tecnicamente, o filme é muito discreto, embora eu tenha de louvar o esforço feito para recriar e trazer de volta à vida alguns dos restaurantes iniciais da empresa, muito particularmente o de San Bernardino. O esforço para ser fiel ao desenho original foi muito agradável, assim como o recurso a cenários, automóveis, locais de filmagem e figurinos muito apropriados, e que nos levam de volta à década de 50. A cinematografia faz um trabalho discreto, mas eficaz, e a edição é boa, não permitindo ao filme perder tempo em coisas desnecessárias ou perder o ritmo.

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