
Tipo
Filme
Ano
1952
Duração
129 min
Status
Released
Lançamento
1952-07-21
Nota
7.3
Votos
599
Direção/Criação
John Ford
Orçamento
US$ 1.750.000
Receita
US$ 3.800.000
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Sean Thornton voltou da América para a Irlanda onde pretende recuperar sua herdade e escapar de seu passado. Mas a atenção de Sean é capturada por Mary Kate Danaher, uma bela mas pobre donzela, e irmã mais nova do mal-humorado "Red" Will Danaher. O relacionamento turbulento que se forma entre Sean e Mary Kate, pontuado por tentativas belicosas de Will para mantê-los separados formam a trama principal, com o passado de Sean como boxeador atrapalhando um pouco.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um daqueles filmes que fez muito sucesso, mas que actualmente luta para captar novos públicos.** Estamos habituados a ver John Wayne associado a filmes ‘Western’, no entanto, aqui está o actor a fazer um pequeno e modesto filme romântico sobre um pugilista reformado de grande presença física que, após retornar à terra onde nasceu, se apaixona por uma ruiva de personalidade forte, levando a desentendimentos sérios com o irmão dela, que não vê com agrado o namoro dos dois. É um daqueles filmes que foi um sucesso comercial e de crítica no tempo em que foi lançado e que chegou a arrecadar prémios, como os Óscares de Melhor Cinematografia a Cores e Melhor Director. É um palmarés notável, e é estranho que filmes melhores, e mais memoráveis, nunca tenham conseguido nada disto e tenham tido de esperar anos (e às vezes décadas) para encontrarem um público que os soubesse apreciar. Coisas que, eu penso, nem um guru do cinema saberá explicar completamente! Actualmente, é um daqueles filmes que está meio perdido em si mesmo, e que tem sério risco de se tornar uma memória, um daqueles filmes que só aparece em colecções ou em canais de TV de filmes antigos. Por quê? Primeiro, pela indefinição: não é um filme de drama, mas também não é tão engraçado a ponto de o considerar uma comédia eficaz e interessante. Os momentos de humor assentam basicamente na relação de amor-ódio das personagens centrais, e isso é pouco. Outro problema do filme são os actores. Temos um elenco de pesos pesados, no entanto, nenhum deles é particularmente bom e o filme permanece uma obra menor na carreira deles. John Wayne é uma aposta segura porque, apesar de qualquer antipatia ou de, por vezes, não parecer tão viril como seria desejável, é um actor cheio de carisma e talento. Aqui, ele contracena com Maureen O’Hara, que faz um trabalho de algum talento e tem bons diálogos. Victor McLaglen também não desilude, enquanto os restantes actores se limitam a perambular pela cena fazendo coisas diversas. Para mim, o maior problema do filme é a quantidade de estereótipos sobre irlandeses e a Irlanda, retractada essencialmente como um lugar rural, muito verde, muito atrasado, de costumes algo primitivos e onde as pessoas são quase todas ruivas e alcoólicas. Não sei o que pensam os irlandeses sobre este filme, mas eu ficaria um pouco incomodado. Tecnicamente, creio que é justo salientarmos, pela positiva, a beleza vibrante das cores e dos cenários e das paisagens rurais, muito idílicas. O filme é, realmente, um colírio para os olhos. O que estraga a experiência? É um filme realmente longo demais para a trama que traz consigo, e a acção arrasta-se, por vezes dolorosamente.
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