Perdidos na Noite
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Perdidos na Noite

Perdidos na Noite

Para quem nunca viu e para quem nunca esqueceu.

Tipo

Filme

Ano

1969

Duração

113 min

Status

Released

Lançamento

1969-05-25

Nota

7.5

Votos

1.571

Direção/Criação

John Schlesinger

Orçamento

US$ 3.600.000

Receita

US$ 44.785.053

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Joe Buck é um simplório jovem texano que decide abandonar seu passado conturbado e se muda para Nova Iorque, onde tentará ganhar a vida como garoto de programa para mulheres ricas. Mas sua excessiva ingenuidade o impedirá de ganhar dinheiro se prostituindo. Em uma de suas caminhadas, encontra Rizzo, um aleijado que sobrevive de pequenos golpes e furtos e com quem terá um laço de amizade. Filme baseado no romance homônimo de James Leo Herlihy, lançado em 1965.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme pesado, sombrio e difícil de ver sobre temas complexos e indigestos.** Os finais dos anos 60 e inícios dos anos 70 assistiram ao lançamento de uma colecção de filmes bastante incomum, mas que abriu caminhos e derrubou barreiras mentais para toda a sétima arte. A Revolução Sexual trouxe a nudez para o cinema como nunca antes tinha sido possível, e permitiu a abordagem de temas que dantes só podiam ser mencionados a medo, como a prostituição e a homossexualidade, dois temas que estão bem presentes na trama deste mesmo filme, onde um ingénuo jovem do Texas que se veste de cowboy vai para Nova Iorque decidido a fazer fortuna como prostituto. Dirigido por John Schlesinger e escrito por Waldo Salt e James L. Herlihy, o filme é uma viagem sombria e desmoralizante à cloaca da “Grande Maçã”: os ambientes sombrios das ruas e becos nova-iorquinos, onde nem durante o dia há luz solar, combinam com a noite, iluminada por néon e por um trânsito que nunca pára de fluir. Pessoas de todos os tipos se cruzam nas ruas, mas muitas delas são notoriamente bizarras e assustadoras: traficantes e chulos, prostitutas e toda aquela gente que se alimenta das migalhas da sociedade e vive oculta nas sombras. Joe Buck, a personagem principal, parece um santo em meio a todos na medida em que está, nitidamente, fora do seu ambiente. Só ele é que não compreende isso. É enganado incontáveis vezes, ludibriado e usado, e acaba por travar amizade com Rizzo, um italiano com ares de mafioso que vive num prédio prestes a ser demolido e vai fazendo pequenos roubos e artimanhas. O filme é bom, principalmente se considerarmos os valores de produção e o esforço dos envolvidos. A cinematografia é excelente e aproveita muito bem o “colorido” da noite de Nova Iorque, em particular os faróis dos automóveis e o néon. A decoração de alguns dos cenários é impressionantemente “kitsch”, mas isso é intencional e mostra-nos o vazio e a frivolidade das pessoas que vivem ali. A banda sonora é bastante boa, e aqui temos mesmo de destacar a canção ouvida na abertura do filme, "Everybody's Talking", que ficou para a memória de quem gosta da música dos anos 70. Apesar de Jon Voight ser o actor mais importante e de fazer um bom trabalho neste filme, acaba ensombrado pela gigantesca interpretação de Dustin Hoffmann, que nos deixa mais um trabalho notável de uma fase particularmente luminosa da sua carreira artística. O filme logrou vencer os Óscares de Melhor Filme, Melhor Director e Melhor Argumento Adaptado.

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