
Tipo
Filme
Ano
2015
Duração
177 min
Status
Released
Lançamento
2015-08-27
Nota
6.6
Votos
79
Direção/Criação
مجید مجیدی
Orçamento
US$ 50.000.000
Receita
US$ 1.440.044
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Na Meca do século VI, vemos através dos olhos do profeta Maomé, desde o seu nascimento até os seus 13 anos, a época de tirania e opressão na qual viveu. A trama envolve a tentativa de ataque à Meca que aconteceu um mês antes do nascimento do profeta, uma investida do rei de Habasha para destruir a Kaaba, lugar sagrado para os mulçumanos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um filme muçulmano de qualidade, e que não fica atrás das melhores produções do Ocidente.** Cheguei até este filme pouco depois de ter visto o clássico “Maomé - o Mensageiro de Deus”, com Anthony Quinn e Irene Papas. Inicialmente, pensei que seria uma espécie de remake iraniano desse filme, já com alguns anos, mas, na verdade, acaba por funcionar quase como uma prequela, na medida em que os acontecimentos deste filme acontecem antes dos que são relatados no filme de 1976. Claro está que não há uma relação entre os dois filmes, estou meramente a comparar, e creio ser uma comparação pertinente: mesmo sem uma relação directa entre si para além do tema e de algumas personagens, senti que os dois filmes se complementam muito bem. Em ambos, a figura de Maomé nunca é mostrada, mas não deixa de ser curioso que este filme, de iniciativa muçulmana, tenha sido bem-aceite no mundo árabe e seja desconhecido no Ocidente, ao passo que o filme mais antigo, de iniciativa ocidental, foi bem-aceite no Ocidente e alvo de um boicote em alguns países muçulmanos. Dirigido por Majid Majidi, este filme conta-nos a forma como Maomé, o profeta da fé islâmica, veio ao mundo e a forma como o seu nascimento e percurso de vida haviam sido profetizados e eram ansiosamente aguardados. Penso que o roteiro exagerou um pouco no relato dos milagres de Maomé. A certo ponto, Majidi parece estar a competir com os filmes sobre Jesus Cristo feitos no Ocidente. Outro problema deste filme é o brutal anti-semitismo latente, com os judeus sendo o grande inimigo a abater. Isto é absurdo para quem conhecer um pouco da história do Islão e do judaísmo, pois sabemos que nesta época os judeus ainda estavam concentrados na sua terra. O elenco está cheio de bons actores, mas nenhum deles é conhecido para mim: como para quase toda a gente no Ocidente, os actores muçulmanos são ilustres desconhecidos aos meus olhos. Gostei especialmente de Mahdi Pakdel e Mina Sadati. Eles são bastante competentes e ela é uma actriz linda e com uma voz serena. Dariush Farhang aparece pouco, mas cumpre bem com o seu trabalho e Mohsen Tanabandeh foi um vilão competente, no papel cliché que teve de fazer. Tecnicamente, o filme foi melhor do que esperava: a cinematografia é excelente, com um trabalho de filmagem primoroso, excelentes efeitos visuais, de CGI e óptimas cores. Nota-se que foi feito um esforço para fazer do filme uma obra capaz de ombrear com os filmes europeus e americanos. O resultado é um filme capaz de ser um autêntico embaixador do cinema iraniano e persa. Os cenários e figurinos são historicamente credíveis e parecem autênticos, e as cenas no deserto, com as areias, o sol, os precipícios e a natureza agreste e inclemente, fazem o filme parecer ainda mais belo e mais eloquente. Tudo isto é complementado por um vasto conjunto de figurantes, trajados a rigor, e até animais. O esforço para recriar fielmente a época em todos os seus detalhes foi algo realmente levado a sério. Os efeitos de som são muito bons e a música faz o seu papel satisfatoriamente.
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