Bambi
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Bambi

Bambi

O amor vem para o povo da floresta. . . e você, em uma das maiores histórias de amor do mundo!

Tipo

Filme

Ano

1942

Duração

70 min

Status

Released

Lançamento

1942-08-14

Nota

7.0

Votos

5.983

Direção/Criação

David Hand

Orçamento

US$ 858.000

Receita

US$ 267.447.150

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A história animada de Bambi, um jovem cervo saudado como o "Príncipe da Floresta" no seu nascimento. Como Bambi cresce, ele faz amizade com os outros animais da floresta, aprende as habilidades necessárias para sobreviver e até encontra o amor. Um dia, porém, os caçadores vem, e Bambi deve aprender a ser tão corajoso como seu pai, e levar os outros cervos para a segurança.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Um clássico intemporal, ainda que com pouco enredo, eternamente na sombra de outros filmes mais populares e vítima de um certo preconceito social.** Ao longo da minha infância nunca tive oportunidade para ver este filme, em parte porque nunca foi a minha primeira escolha, entre os filmes que podia escolher. Agora, já adulto, resolvi-me a vê-lo. A história é muito ligeiramente baseada num conto sobre Bambi, um corço que vai passar por diversas aventuras e peripécias até conseguir tornar-se Príncipe da Floresta, como o seu pai. A narrativa original é, diga-se, muito mais adulta, com traições, assassinatos e violência. Claro, Walt Disney despiu-a de todo esse conteúdo e transformou-a numa comovente história infantil de crescimento e amadurecimento. É sem dúvida um bom filme, mas pelas suas características e sensibilidade tem sido preterido pelos pais quando a tarefa é encontrar um bom filme para os seus filhos rapazes. Há aqui algum preconceito a ser combatido. Não há como negar a este filme o estatuto de clássico. Ele tem sido uma companhia para mais de uma geração de crianças, um daqueles filmes que as crianças podem ver, mas que os pais, os avós e os bisavós também viram quando eram crianças, também. É, também, um dos filmes que marca a era dourada dos estúdios Disney e o advento do cinema animado, colorido e executado brilhantemente. Creio que a maioria das pessoas concordará que, mesmo assim, o filme perde favoritismos para outras películas, como *Branca de Neve*, *Pinóquio* ou o muito mais recente *Rei Leão*. Isso acontece, na minha perspectiva, pela ausência de uma história para contar: o filme tem uma narrativa tão escassa e tão simplista que se torna difícil aguentar um filme longa-metragem, e há várias sequências e cenas que parecem estar ali simplesmente para ocupar os espaços e o tempo, e por parecerem fofinhas. O filme conta com uma série de personagens, na esmagadora maioria simpáticas para o público e as crianças, começando pelo trio de amigos Bambi, Tumper e Flower. O maior problema que eu senti com estas personagens é a mais do que clara ambivalência sexual de Flower, uma das personagens Disney em que isso é mais evidente: é claramente um macho com nome de fêmea e se comporta como uma menina, além de parecer ter um interesse romântico em Bambi. Consequências, quiçá, de um tempo em que assumir a homossexualidade era algo que estava absolutamente fora de questão. O pai de Bambi é uma figura obscura, distante, e a mãe é carinhosa e tocante, sendo a sua morte — não estou a fazer spoil, todos sabem que esse é um dos momentos mais intensos e dramáticos do filme — talvez um dos momentos em que a Disney se revelou mais adulta no seu período inicial. O vilão, o ser humano, é deixado omisso, mas nós vemos o que ele faz à natureza. Tecnicamente, o filme é magistral. A animação é maravilhosamente bem feita e é ainda mais digna de louvor quando pensamos que tudo foi desenhado e colorido à mão, sem recursos ou artifícios digitais. O traço seguro, a forma suave como as cenas se sucedem, a segurança com que Disney elaborou este seu filme são lições a aprender para todo aquele que quiser fazer uma película de animação. A banda sonora também se adequa muito bem ao filme, sendo o recurso a cantores em off, isto é, a canções que não são cantadas pelas personagens do filme, algo novo e refrescante para os filmes que o estúdio fez nesta época.

victor damião

Ao reassistir "Bambi", agora adulto e apresentando ao meu filho, eu não vejo apenas uma animação antiga sobre a vida na floresta, mas uma obra profundamente sensível sobre o amadurecimento, a perda e a continuidade da vida; para mim, o filme começa com a pureza da infância, quando tudo parece seguro, luminoso e encantado, e vai aos poucos desmontando essa inocência ao mostrar que crescer também é descobrir a dor, o medo e a violência do mundo, especialmente na presença destrutiva do homem, que surge quase como símbolo da ameaça à natureza e à harmonia da existência; por isso, o final me parece tão poderoso quanto o início, porque não oferece uma felicidade ingênua, mas uma ideia mais madura de esperança, em que a vida segue, os ciclos se renovam e Bambi assume o lugar que antes pertencia ao pai, transformando-se de filhote frágil em guardião da floresta; até o próprio nome Bambi, que se tornou associado à delicadeza e à inocência, reforça esse sentido maior do filme como uma metáfora sobre a fragilidade da vida e a necessidade de continuar, mesmo depois da perda. Por isso minha nota é 7/10, um bom filme. Disponível na Disney Plus.

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