
Arrebentando em Nova York
Você não vai piscar. Você não vai respirar. Você vai ficar hipnotizado até o último golpe.
Tipo
Filme
Ano
1995
Duração
90 min
Status
Released
Lançamento
1995-01-21
Nota
6.8
Votos
1.136
Direção/Criação
唐季禮
Orçamento
US$ 7.500.000
Receita
US$ 76.028.558
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Keung é um perito em artes marciais de Hong Kong que viaja para o casamento do seu tio em Nova York. Durante sua estada no Bronx, ele compra briga com motoqueiros e mafiosos, causando um verdadeiro terremoto de pancadaria na cidade. Para piorar, os policiais não conseguem controlar a situação e o lutador vai ter que resolver a situação pelas próprias mãos.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Humor simpático e pancadaria impressionante num filme muito mal feito, mas que entretém o público.** Apesar de eu conhecer o actor de outros filmes, este foi o primeiro filme de Jackie Chan que vi. Ele dá vida a um simpático jovem de Hong Kong que vem até aos EUA para o casamento do seu tio, há muitos anos a residir no Bronx, em Nova Iorque. Durante a sua estadia, ele verá o tio vender a sua loja, a fim de se reformar e passar a velhice num rancho, e também terá de fazer frente a um gangue de motoqueiros e a uma organização mafiosa que perdeu um saco de diamantes que acabam em poder da personagem interpretada por Chan. Claro, vai acabar tudo em porrada. O filme é bastante bom na sua tarefa, simples e directa, de entreter o público. Há uma mistura agradável, e bem medida, de humor e acção. As piadas são bastante ingénuas, mas funcionam e dão ao filme um toque familiar e simpático que agrada sem o tornar numa comédia de ir às lágrimas. As cenas de luta são o prato forte, e vale a pena ver as lutas altamente coreografadas que Chan trava com dez ou vinte adversários em simultâneo, e nas quais emprega todo o seu conhecimento de artes marciais. Porém, não tenhamos ilusões: o filme mostra as cenas de luta um pouco mais aceleradas que na realidade, o que amplifica o efeito, mas tira verosimilhança ao que estamos a ver. Chan é simpático e talvez um dos mais palatáveis actores do vasto universo de estrelas cujas carreiras foram alicerçadas em filmes de pancadaria (Van Damme, Chuck Norris e outros). Ele merece uma nota boa, quer pela interpretação, quer pelas cenas de luta. Infelizmente, é o único actor que merece destaque porque os outros são todos bastante amadores. Mas que ninguém pense que Chan nos dá uma aula de representação dramática! Ele faz o que se espera que ele faça: ser engraçado e bom na porrada. É Jackie Chan, não é o Lawrence Olivier. Anita Mui e Françoise Yip estão aqui simplesmente porque o filme precisava de umas caras bonitas. O roteiro é bastante fraco, uma mera desculpa para doses elevadas de comédia e porrada para todos os gostos. A pobreza do roteiro é tal que, a meio do filme, nós já esquecemos o nome das personagens e o porquê de Chan ter vindo aos EUA. São questões que sentimos logo que não têm relevância (ou melhor, que foram consideradas irrelevantes neste filme). Os vilões são realmente fracos – os mafiosos parecem medrosos e o gangue de motoqueiros é ridículo. No entanto, tudo isto é relativamente perdoável quando pensamos no péssimo trabalho de edição que foi feito neste filme. Os cortes não podiam ser mais óbvios e mal colocados. Há cenas que parecem inseridas à martelada, outras aparecem subitamente, ou acabam de modo repentino, tal como o próprio filme, que termina de modo tão súbito que parece um episódio de série de TV e não um filme para o cinema.
Fotos do título
Clique para abrir e expandir cada foto.
