O Pátio das Cantigas
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O Pátio das Cantigas

O Pátio das Cantigas

Tipo

Filme

Ano

2015

Duração

108 min

Status

Released

Lançamento

2015-07-30

Nota

5.4

Votos

27

Direção/Criação

Leonel Vieira

Orçamento

US$ 1.100.000

Receita

US$ 3.500.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um filme sem razão de existir.** Este filme foi uma tentativa de remake de um clássico do cinema português, da década de Quarenta do século XX. Surgiu numa altura em que foi moda, em Portugal, fazer remakes de filmes antigos. Sendo inevitável tecer comparações, este filme perde em todas elas. Não só não foi capaz de ter piada como destruiu a história contada pelo filme original, onde as vidas de vários moradores de um bairro de Lisboa se entrelaçam e relacionam. Aqui, o roteiro é simplesmente um cruzamento de romances e namoricos, mais adequado a uma telenovela barata do que a um filme. Sob a capa de um remake, Leonel Vieira acabou por fazer um filme novo, aproveitando do filme original elementos como a localização, os nomes das personagens e algumas cenas icónicas, caricaturalmente imitadas. Refira-se, por exemplo, a famosa cena onde Vasco, embriagado, fala com o candeeiro da rua, ou aquela outra onde ele provoca a raiva de Evaristo, que lhe atira com um monte de artigos da loja dele. Essas cenas, vertidas para este filme, perderam a piada e parecem ridículas. Outro problema neste filme foi a actuação afectada e artificial de quase todo o elenco. As actrizes parece que foram escolhidas com base no tamanho do soutien e os actores foram recrutados na comédia televisiva e nas telenovelas mais baratas da TV nacional. Algumas personagens, as que deveriam ser as mais cómicas, como Evaristo ou Narciso, foram reduzidas a meras caricaturas, com trejeitos dignos de desenhos animados. Isso foi verdadeiramente um erro, pois eram as personagens mais queridas do público. No original, foram interpretadas por Vasco Santana e António Silva, dois dos mais talentosos comediantes do cinema nacional, numa época em que fazer comédia em cinema português não era a mesma coisa que fazer figura de palhaço. Já nem menciono a infeliz cena de sexo envolvendo a actriz Bruna Quintas, a dada altura do filme. Além de ser totalmente fora do contexto num filme familiar, atesta a capacidade do povo português de envolver sexo onde era escusado só para vender alguma coisa. Infelizmente, este filme foi um sucesso. Ainda não entendi, todavia, a necessidade deste "remake". O filme original envelheceu muito bem, tem uma larga legião de admiradores e passa regularmente na TV, o que é dizer alguma coisa para um filme com 70 anos. Este é um filme absurdo, desnecessário e que teve como objectivo apenas obter dinheiro do público.

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