Millennium III: A Rainha do Castelo de Ar
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Millennium III: A Rainha do Castelo de Ar

Millennium III: A Rainha do Castelo de Ar

Tipo

Filme

Ano

2009

Duração

183 min

Status

Released

Lançamento

2009-11-27

Nota

7.1

Votos

1.471

Direção/Criação

Daniel Alfredson

Orçamento

US$ 4.000.000

Receita

US$ 43.498.108

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Após quase ser morta pelo próprio pai, Lisbeth Salander é levada para o hospital em estado grave. Lá também está internado o pai dela, Alexander Zalachenko, que se tornou uma grande ameaça devido às informações que possui.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um final honrado, mas decepcionante, para uma trilogia que prometia mais qualquer coisa.** Cheguei ao conhecimento desta trilogia de filmes suecos através do seu famoso "irmão gémeo" americano, e acredito que não fui o único. Apesar dos créditos internacionais, não é habitual que o cinema sueco seja muito divulgado. E tampouco a literatura! Por isso, também não li o livro para julgar como a adaptação lhe fez justiça, mas faço fé naqueles que dizem que foi uma adaptação relativamente fiel ao material original. Este filme foi dirigido por Daniel Alfredson. Este filme é uma sequela e acompanha a sequência lógica dos acontecimentos após os dois primeiros filmes: após o confronto com Zalachenko e Niederman, Lisbeth Salander é capturada pelas autoridades, mas está gravemente ferida. Internada num hospital juntamente com Zalachenko, ela vai ter de responder perante a justiça. Mas para ser inocentada vai depender muito de uma franca colaboração com a justiça, e ela não está disposta a colaborar. O filme tem uma boa trama e uma história carregada de mistério e que nos sabe prender pela curiosidade. Contudo, senti que o roteiro deste filme é demasiado imaginativo nalgumas ideias e perde, com isso, alguma credibilidade. Também senti que o final do filme é verdadeiramente decepcionante na medida em que é frio, impessoal e anticlimáctico. Os momentos de acção continuam a fazer parte do filme, como sucedeu com os dois predecessores. A direcção de Alfredson tenta redimir-se da excessiva frieza e impessoalidade de “The Girl Who Played With Fire” e tem algum sucesso nesse esforço, mas continua a não ser uma direcção tão boa quanto a de Niels Arden Oplev no primeiro filme da trilogia. O elenco é esmagadormente o mesmo de sempre. Noomi Rapace está impecável e volta, em parte, ao patamar interpretativo demonstrado no primeiro filme; Michael Nyqvist, também nos deixa um bom trabalho mas não é tão interessante como foi nos dois filmes anteriores. Lena Endre mantém o seu trabalho bom mas não vai além do esperado. Micke Spreitz faz o que pode com uma personagem virtualmente muda mas extremamente brutal. Georgi Staykov é muito bom como vilão e fez um excelente trabalho. Annika Hallin e Anders Ahlbom Rosendahl também deram sinais de talento. Tecnicamente, o filme é o mais fraco e desinteressante da trilogia porque é excessivamente televisivo. Parece um filme feito para a TV e não para a tela grande. Recupera uma parte do ambiente misterioso e tenso do primeiro filme, mas visualmente é desinteressante e não capta o nosso olhar. Para isso, contribuiu largamente uma cinematografia branda e insossa, além de efeitos visuais dignos de uma série de TV de fim-de-semana. Os cenários, assim como a escolha das paisagens e locais de filmagem, está dentro do esperado e os figurinos são pouco interessantes, com excepção dos reservados a Salander. A banda sonora faz bem seu trabalho.

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