
Tipo
Filme
Ano
2010
Duração
133 min
Status
Released
Lançamento
2010-09-20
Nota
6.1
Votos
1.736
Direção/Criação
Oliver Stone
Orçamento
US$ 70.000.000
Receita
US$ 134.748.021
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Após cumprir pena por fraudes financeiras, Gordon Gekko (Michael Douglas) deixa a prisão. Impossibilitado de operar no mercado financeiro, ele dedica seu tempo a realizar palestras e a escrever um livro, onde critica o comportamento de risco dos mercados. Um dia, após uma das palestras, ele é abordado por Jacob Moore (Shia LaBeouf), um operador idealista do mercado de Wall Street. Ele vive com Winnie (Carey Mulligan), filha de Gekko que não fala mais com ele, e usa esta proximidade para conseguir sua atenção. Jacob quer conselhos sobre como agir com Bretton James (James Brolin), um grande investidor que fez com que seu mentor, Lewis Zabel (Frank Langella), tivesse que vender sua tradicional empresa por uma ninharia. Gekko decide ajudá-lo, pedindo em troca que Jacob o ajude a se reaproximar de Winnie.
Elenco principal
Reviews
Total: 2
Filipe Manuel Neto
**Sinceramente, ainda não entendi a razão de existir deste filme.** Este filme é a sequela do filme "Wall Street", que Oliver Stone dirigiu nos fins dos anos Oitenta. É estranho uma sequela sair com uma distância de quase vinte anos do original, e se nós observarmos bem o filme original, acho sinceramente que não valia a pena investir neste filme. De facto, compará-los é fatal para este filme, que não tem nem metade da qualidade do filme de 1987. O filme mostra o retorno de Gordon Gekko, acabado de sair da prisão onde pagou pelas fraudes bolsistas que cometeu, e as tentativas de um jovem corretor bolsista para se aproximar dele, aproveitando o facto de estar noivo da filha do ex-tubarão financeiro. O que vemos a seguir é altamente previsível, e a lentidão com que tudo acontece não ajuda. Dá a sensação que o filme foi propositadamente esticado para durar mais tempo sem que o roteiro tivesse material para o justificar. Michael Douglas retorna à sua velha personagem, Gekko, para mais do mesmo. Ok, a personagem evoluiu e mostra-se mais suave, não sendo mais o sacana amoral e rude que vimos em 1987. Penso que a estadia na prisão e o envelhecimento o amaciaram, e Douglas tentou reflectir isso na forma como a interpretou. Mas quem viu o original, viu tudo e vai ter saudades do velho Gekko. Também gostei da prestação de Frank Langella, que deu vida a um empresário responsável e sensato que, entalado por tubarões das finanças, escolhe aquela que lhe pareceu a única saída honrosa. Por outro lado, Shia LaBeouf e Carey Mulligan são detestáveis. LaBeouf passou todo o filme a copiar Charlie Sheen no filme de 1987, o que não traz nada de novo ou original a este filme, quando o comparámos ao precedente, e Mulligan teve uma interpretação cliché e depressiva de uma personagem que ela não soube entender. O filme também não possui mais o fundo moralizante que o anterior possuía. O filme anterior, de facto, soube mostrar o lado mais negro e egoísta do mercado financeiro, com a especulação, a ganância, a forma como um grupo de aproveitadores pode desmembrar firmas inteiras e mandar centenas de pessoas para o desemprego apenas para ganhar dinheiro. Este filme esquece tudo isso, coloca tudo para segundo plano, para acompanhar um drama familiar insípido entre Gekko, a sua filha e o homem que quer casar com ela. Pessoalmente, foi uma desilusão. Para mim foi impossível não fazer a comparação entre os dois filmes e este saiu inevitavelmente a perder. Nem a performance de Douglas salva totalmente este filme.
Rosana Botafogo
**English** It stands out from the previous one by the insertion of a large dramatic slice in the relationship of parental abandonment between the antagonist and the protagonist's fiancée, it maintains the elegance and greed of the stock market world, however without the previous prestige and brilliance, based and set in the pre-fateful financial crisis of 2009, with some attempt at unnecessary action and emotion, such as the motorcycle scene, interesting and that's it... Some parents are monsters inside... **Portuguese** Distingue-se do anterior pela inserção de uma grande fatia dramática na relação de abandono parental entre o antagonista e a noiva do protagonista, mantém a elegância e ganancia do mundo do bolsa de valores, entretanto sem o prestígio e brilhantismo anterior, baseada e ambientada na pré-fatídica crise financeira de 2009, com alguma tentativa de ação e emoção desnecessária, como a cena das motos, interessante e só… Alguns pais são monstros por dentro...
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