Homens de Coragem
Voltar
Homens de Coragem

Homens de Coragem

Tipo

Filme

Ano

2016

Duração

128 min

Status

Released

Lançamento

2016-09-22

Nota

5.9

Votos

656

Direção/Criação

Mario Van Peebles

Orçamento

US$ 40.000.000

Receita

US$ 2.158.568

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

A verdadeira história da tripulação do USS Indianapolis, que foi atacado e naufragou no Mar das Filipinas logo após entregar as armas atômicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Ficaram boiando no mar por 5 dias passando fome, sede e sendo atacados por tubarões, até a chegada do resgate.

Anterior5.9PróximoVer trailer

Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**O filme é como a disfunção eréctil.** Parece que este filme confirma a ideia de que o cinema está saturado de filmes acerca da Segunda Guerra Mundial, um conflito terrível que rendeu centenas de filmes e onde quase podemos dizer que há filmes para cobrir todas as acções bélicas e combates. Apesar dos esforços da publicidade para tornar este filme num grande blockbuster, a verdade é que o filme é como a disfunção eréctil: muitas promessas, mas depois não nos dá nada. A nota mais positiva acaba por ser a homenagem aos mortos em combate e ao comandante do navio. A trama concentra-se na missão ultra-secreta que determinou a perda em combate do USS Indianápolis, um cruzador de combate da Classe Portland que, nessa missão específica, teve de viajar sem escolta em mares infestados de submarinos inimigos. A missão era de vital importância para o fim da guerra e era vital que passasse despercebida: competia ao navio levar as ogivas nucleares que seriam instaladas nas bombas destinadas a Hiroxima e Nagasáqui. Todavia, a atribuição desta missão a um navio com as características do USS Indianápolis foi, logo à partida, um erro militar. Devia ter sido dada a uma fragata, um navio de menores dimensões que teria podido desempenhar-se dela sem necessidade de ser escoltado. De facto, os cruzadores e couraçados eram concebidos para permitir uma grande projecção de força no mar: o seu tamanho e a sua blindagem pesada transformava-os em baterias de artilharia flutuantes, com diversas armas antiaéreas e canhões de grosso calibre. Eram úteis para as batalhas navais clássicas e para dar apoio a operações anfíbias, mas de resto limitavam-se a servir de chefes-de-esquadra ou a operar em missões longe da costa, em flotilhas com algumas fragatas e corvetas que lhes davam apoio. Eram navios valiosos, mas pertenciam a um tipo de guerra no mar que acabou com a Segunda Guerra Mundial. Não é por acaso que as marinhas actuais dispensam este tipo de navios muito armados e sem versatilidade, optando por embarcações menores, ligeiras, manobráveis em águas menos profundas e com capacidade para actuar sem escolta e fazer múltiplas tarefas, como a guerra convencional, a busca e salvamento no mar, a fiscalização de largas áreas marítimas e a protecção a bases em terra. Como cidadão português, muito orgulhoso da mais antiga marinha de guerra do mundo, posso dar testemunho de como Portugal foi pioneiro nestas mudanças, retirando muito cedo os navios mais pesados em detrimento de uma força naval mais ágil, moderna e versátil. Dada esta explicação acerca das características do navio USS Indianápolis, vamos ao que nos traz aqui: todos sabemos como a missão terminou. Após entregar a sua carga, o navio foi atacado e afundado na viagem de regresso, perdendo-se dois terços da sua tripulação ao longo dos quatro dias que permearam entre o naufrágio e o seu resgate. E ao regressar, o comandante foi usado como “bode expiatório” para encobrir as incompetências dos quadros graduados da Marinha. O filme traz-nos um relato convincente de tudo isto, mas o que nos apresenta é pouco para uma longa-metragem. O ritmo exageradamente lento da acção e a quantidade de melodrama inserido revelam claramente a falta de material para o argumento escrito, assim como as minhas longas explicações revelam que eu quis dizer algo mais do que uma frase quando uma frase bastaria para fazer a crítica deste filme. De facto, não posso queixar-me muito, na medida em que eu tinha expectativas baixas e não me sinto verdadeiramente defraudado. Agora, Mario Van Peebles pode retirar-se para uma carreira insípida na TV ou na direcção de anúncios comerciais, os cinéfilos vão-lhe ser gratos por esse “haraquíri”: sem apoios financeiros de peso, estamos limitados a CGI barato e a alguns recursos comuns no cinema indie. A recriação da época, nos uniformes e adereços, mas também nos cenários, era um dos meus maiores medos, mas achei que é boa o bastante para o filme que é, basta não dar demasiada atenção a detalhes! Mas, claro, eu compreendo que aqueles que esperavam por algo mais saiam decepcionados! De entre a enorme quantidade de actores que esquecemos porque não merecem ser lembrados, é o nome de Nicolas Cage que se destaca. E apesar de ele não ser dos meus actores preferidos e de a sua carreira sempre ter oscilado, com filmes que vão do brilhante ao grotesco, eu devo reconhecer que o esforço do senhor Nicolas Coppola até foi bastante competente.

Fotos do título

Clique para abrir e expandir cada foto.