
A História sem Fim
Um garoto que precisa de um amigo encontra um mundo que precisa de um herói em uma terra além da imaginação!
Tipo
Filme
Ano
1984
Duração
94 min
Status
Released
Lançamento
1984-04-06
Nota
7.2
Votos
4.328
Direção/Criação
Wolfgang Petersen
Orçamento
US$ 27.000.000
Receita
US$ 20.158.808
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Quando o jovem Bastian pegou emprestado um misterioso livro, ele jamais sonhou que ao virar uma página seria levado a um mundo de fantasia onde pudesse ver um caracol de corrida, um morcego planador, um dragão da sorte, elfos, uma Imperatriz Menina, o valente guerreiro Atreyu e uma pedra ambulante chamada Come-Pedra. Você apreciará esta adorável aventura e descobrirá que "A História Sem Fim" é a sua história!
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Um dos filmes que marcou a minha infância e que é verdadeiramente bom, apesar de datado.** Para mim, este é um filme que me transporta novamente à minha infância, nos anos Noventa. Era um filme que eu via sempre que passava na televisão e por isso, pela carga emocional de memórias, é difícil fazer uma avaliação isenta, mas farei o melhor que eu puder. Não sei se podemos considerar este filme um clássico do cinema alemão recente, mas é seguramente um filme que fez sucesso, ganhou estatuto cult e uma legião de admiradores. Com um estilo muito próprio, está longe das maravilhas visuais do CGI actual, mas era incrível na época e foi estupidamente caro de fazer (foi mesmo o filme mais caro de sempre a ser feito fora dos EUA e da União Soviética). O roteiro é baseado numa parte de um livro de fantasia de Michael Ende e relata a forma como uma criança, através da leitura de um livro, vai entrar no universo de Fantasia, um lugar que está ameaçado por uma força invisível chamada Nada. Não li o livro original, mas é público que o filme basicamente o atropelou de maneira que o próprio autor se recusou a ter o seu nome nos créditos iniciais e chegou a exigir que o nome do filme fosse alterado. Porém, apesar disso, a história é boa e tem tanto de ingénuo e delicioso quanto de criativo. Para uma criança ou um adolescente, é um filme agradável e engraçado. Para os adultos, depende do quão à vontade eles se sintam com este material. O elenco está cheio de actores que eram crianças na época e hoje já deixaram de trabalhar ou quase não o fazem. Barret Oliver deu vida a Bastian, o menino que lê o livro. Ele realmente fez um bom trabalho e é credível. Noah Hathaway interpretou muito bem Atreyu, o protagonista do livro e principal agente na história que Bastian vai ler. Igualmente boa foi a participação de Tami Stronach, jovem actriz e dançarina iraniana que deu vida ao papel da Imperatriz, a doce, porém sábia governante de Fantasia. O filme conta ainda com uma curta e honrosa aparição de Thomas Hill, no papel de um vendedor de livros. Tecnicamente é um filme grandioso, ainda que limitado pelos recursos e tecnologias da altura. Para o nosso olhar, acostumado à beleza e realismo do CGI, a cinematografia e os efeitos vão parecer muito datados e há uma série de cenas e criaturas fantásticas que hoje até parecem ingénuas demais e desprovidas de realismo. É o caso da criatura Nighthob, e de algumas cenas que mostram a destruição provocada pelo Nada e que parecem apenas um vendaval ou uma tempestade muito violenta. Quando o Nada destrói a Torre de Marfim é bastante claro que é apenas um cenário de esferovite e cartão pintado. Algumas cenas também não foram feitas e editadas da melhor forma, principalmente na metade final do filme: a cena onde Bastian dá o nome novo à Imperatriz é pouco convincente e o duelo final de Atreyu e Gmork é apressado e anti climáctico. Mas apesar das falhas que realmente existem, é um filme bastante bom até a nível técnico, na medida em que soube usar bem o que existia disponível: as nuvens que vão anunciando a presença do Nada, por exemplo, foram muito bem feitas e algumas criaturas, como o Comedor de Pedras ou Falcor, que parece um cão gigante adorável, são icónicas. Todo o departamento de maquilhagem e figurinos merece um aplauso pelo trabalho bem feito, e a construção dos cenários também foi geralmente feliz. Mas o que muitos não esquecerão é a excelente banda sonora, de cunho épico, incluindo sintetizadores e flautas de pan, que foi composta por Klaus Doldinger, e que para mim chega a ser melhor e mais cinematográfica do que a canção composta para o filme por Limahl.
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