
Tipo
Filme
Ano
2016
Duração
89 min
Status
Released
Lançamento
2016-09-15
Nota
5.2
Votos
2.026
Direção/Criação
Adam Wingard
Orçamento
US$ 5.000.000
Receita
US$ 45.172.994
Temporadas
-
Episódios
-
Sinopse
Um grupo de estudantes universitários se aventuram na floresta de Black Hills para desvendar os mistérios que cercam o desaparecimento da irmã de James, que muitos acreditam estar ligado à lenda da Bruxa de Blair. No início, o grupo está esperançoso, especialmente quando uma dupla de moradores se oferecem para guia-los na floresta. Mas com o cair da noite, o grupo é surpreendido por uma presença ameaçadora e lentamente, eles começam a perceber que a lenda é real e muito mais sinistra do que imaginaram.
Elenco principal
Reviews
Total: 1
Filipe Manuel Neto
**Não é brilhante, mas representa uma melhoria quando comparado ao filme do ano 2000.** O filme *Blair Witch Project* foi tão bem executado e bem-sucedido que tinha mesmo de dar origem a mais do que uma sequência. Estava condenado a isso. Mesmo assim, não se entende que tenham sido sequências tão más! Se *Blair Witch 2* se revelou totalmente esquecível, este filme não é muito melhor, ainda que seja consideravelmente mais fiel ao material original. Na prática, o filme funciona como uma sequela do original. Se *BW2* nos mostra os esforços de uma equipa de filmagens nova, que decide ir atrás da primeira e fazer algo novo, este filme traz-nos a forma como James, irmão de Heather (a cineasta do filme inicial), procura pistas acerca do que aconteceu com a irmã e forma um grupo que decide acampar no local, procurar vestígios, e como é evidente, sujeitar-se a sofrer o mesmo destino. Graças ao roteiro, eu senti estar finalmente diante de um verdadeiro seguimento da história de “Blair Witch Project”, e não de um filme que se quis colar ao sucesso do filme inicial. Isso foi o grande ponto forte deste filme. O filme é dirigido por Adam Wingard, que está longe de ser um novato no terror e já nos deu um punhado de filmes com alguma qualidade como *Tu és o Próximo*. O director aproveita bem as cartas que tem e sabe orientar bem os actores, ainda que eles não sejam grandes estrelas. Pela positiva, gostaria de destacar o trabalho de James McCune, Corbin Reid e Wes Robinson. Julgo que estes três actores realmente merecem um louvor pelo empenho e pela forma como fizeram o seu trabalho. Tudo bem… mas a construção das personagens é fraca e a história, por vezes, fica confusa, estragando um pouco o trabalho dos actores. Tecnicamente, o filme opta por uma abordagem minimalista onde menos é decididamente mais: além da óbvia escolha pelo estilo “found footage”, que muitos criticam (eu não sou um fã deste estilo de filmagem), mas era a opção mais acertada num filme Blair Witch, gostaria de salientar a pureza do que vemos, na medida em que quase não foram usados efeitos de computador ou outros efeitos visuais. Há bons efeitos sonoros e uma boa edição de som, e a montagem do filme não me parece mal-executada. Tudo isto é positivo… o que eu lamento muito é que o filme não seja capaz de nos dar algo realmente novo ou original, na medida em que todos os sustos que eu vi aqui foram, anteriormente, executados nos filmes anteriores e perderam a originalidade e a capacidade de assustar. Mesmo assim, o filme pode meter algum medo graças ao estilo de filmagem tremido, aos gritos e a alguns saltos que, intencionalmente, nos provoca. É pouco, mas é qualquer coisa.
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