Despedida em Grande Estilo
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Despedida em Grande Estilo

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Nunca é tarde para acertar as contas.

Tipo

Filme

Ano

2017

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

2017-04-06

Nota

6.7

Votos

3.007

Direção/Criação

Zach Braff

Orçamento

US$ 25.000.000

Receita

US$ 84.618.541

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Willie, Joe e Albert são amigos há décadas. Eles levam uma vida pacata, mas sofrem com problemas financeiros. Quando Willie testemunha o assalto milionário a um banco, decide chamar Joe e Albert para elaborarem o seu próprio assalto. É a vez de os idosos se rebelarem contra a exploração dos bancos.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Um bom filme cómico com quatro grandes actores.** Estamos perante uma comédia ligeira que tenta fazer o remake de um filme muito mais antigo que tem uma história muito parecida: três idosos à beira da reforma que vão tentar roubar um banco. Apesar de o filme ser uma comédia muito bem-vinda e que não é desagradável ver e rever, infelizmente, traz à berlinda um problema muito sério que os EUA, e outros países, insistem em não resolver: a precariedade em que se vive quando se está doente ou se chega à idade da reforma. Não é incomum vermos pessoas que gastam a esmagadora maioria do seu rendimento mensal em cuidados médicos e farmacêuticos, e que se vêm na iminência da miséria devido às reformas muito baixas. A situação que o filme nos traz – uma empresa que vai fechar e que, por um artifício legal, passa a poder usar o dinheiro dos fundos de pensões dos trabalhadores para saldar parte do seu passivo – é bastante mais complicada e acredito que possa até ser ilegal, mas a verdade é que não seria algo surpreendente se acontecesse na vida real. Infelizmente, não vi ainda o filme mais antigo. O que vi neste filme, contudo, é bastante bom e vale a nossa atenção. O elenco é liderado por actores veteranos bem conhecidos e o trabalho deles é excelente. Ao mesmo tempo, a situação é encarada com a ligeireza que convém a uma comédia, mesmo sendo um assunto sério. O filme não carece de explicação adicional, as coisas acontecem diante de nós, e o filme dá bastante mais atenção a todos os problemas das personagens, bem como ao planeamento do assalto, do que ao acto em si. Não é um “Ocean’s Eleven” nem coisa parecida, não há acção rocambolesca nem um grande refinamento na “arte” de roubar. A intenção é fazer rir com a situação caricata em si, e isso é feito de modo razoavelmente eficaz: não nos faz rir à gargalhada, mas faz o suficiente para nos entreter. Se o filme tem algum ponto positivo a louvar, será seguramente a participação do elenco, que está muito acima da média e merece louvores pela forma como interpretou e actuou. Os três protagonistas – Morgan Freeman, Alan Arkin e Sir Michael Caine – são eficazes e tecem uma excelente colaboração, e arrisco-me a dizer que o prazer de ver os quatro a trabalhar em conjunto é um dos melhores trunfos deste filme. No elenco secundário, Matt Dillon dá um apoio bem-vindo no papel de um agente federal encarregado de investigar os suspeitos do assalto ao banco. O filme é uma comédia regular, não tem aspectos técnicos que mereçam uma análise em profundidade, mas aquilo que nos apresenta é feito com bastante empenho e resulta bem. O ponto que mais chamou a minha atenção foi o próprio banco, cujo cenário evocava os bancos antigos das primeiras décadas do século XX. Vim a descobrir, de facto, que este filme usou um local histórico classificado para cenário deste banco.

Filipe Manuel Neto

**Um bom filme cómico com quatro grandes actores.** Estamos perante uma comédia ligeira que tenta fazer o remake de um filme muito mais antigo que tem uma história muito parecida: três idosos à beira da reforma que vão tentar roubar um banco. Apesar de o filme ser uma comédia muito bem-vinda e que não é desagradável ver e rever, infelizmente, traz à berlinda um problema muito sério que os EUA, e outros países, insistem em não resolver: a precariedade em que se vive quando se está doente ou se chega à idade da reforma. Não é incomum vermos pessoas que gastam a esmagadora maioria do seu rendimento mensal em cuidados médicos e farmacêuticos, e que se vêm na iminência da miséria devido às reformas muito baixas. A situação que o filme nos traz – uma empresa que vai fechar e que, por um artifício legal, passa a poder usar o dinheiro dos fundos de pensões dos trabalhadores para saldar parte do seu passivo – é bastante mais complicada e acredito que possa até ser ilegal, mas a verdade é que não seria algo surpreendente se acontecesse na vida real. Infelizmente, não vi ainda o filme mais antigo. O que vi neste filme, contudo, é bastante bom e vale a nossa atenção. O elenco é liderado por actores veteranos bem conhecidos e o trabalho deles é excelente. Ao mesmo tempo, a situação é encarada com a ligeireza que convém a uma comédia, mesmo sendo um assunto sério. O filme não carece de explicação adicional, as coisas acontecem diante de nós, e o filme dá bastante mais atenção a todos os problemas das personagens, bem como ao planeamento do assalto, do que ao acto em si. Não é um “Ocean’s Eleven” nem coisa parecida, não há acção rocambolesca nem um grande refinamento na “arte” de roubar. A intenção é fazer rir com a situação caricata em si, e isso é feito de modo razoavelmente eficaz: não nos faz rir à gargalhada, mas faz o suficiente para nos entreter. Se o filme tem algum ponto positivo a louvar, será seguramente a participação do elenco, que está muito acima da média e merece louvores pela forma como interpretou e actuou. Os três protagonistas – Morgan Freeman, Alan Arkin e Sir Michael Caine – são eficazes e tecem uma excelente colaboração, e arrisco-me a dizer que o prazer de ver os quatro a trabalhar em conjunto é um dos melhores trunfos deste filme. No elenco secundário, Matt Dillon dá um apoio bem-vindo no papel de um agente federal encarregado de investigar os suspeitos do assalto ao banco. O filme é uma comédia regular, não tem aspectos técnicos que mereçam uma análise em profundidade, mas aquilo que nos apresenta é feito com bastante empenho e resulta bem. O ponto que mais chamou a minha atenção foi o próprio banco, cujo cenário evocava os bancos antigos das primeiras décadas do século XX. Vim a descobrir, de facto, que este filme usou um local histórico classificado para cenário deste banco.

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