Sully: O Herói do Rio Hudson
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Sully: O Herói do Rio Hudson

Sully: O Herói do Rio Hudson

A história não contada por atrás do milagre no rio Hudson.

Tipo

Filme

Ano

2016

Duração

96 min

Status

Released

Lançamento

2016-09-07

Nota

7.2

Votos

7.650

Direção/Criação

Clint Eastwood

Orçamento

US$ 60.000.000

Receita

US$ 240.800.000

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em 2009, o mundo entrou em estado de choque e admiração quando o Capitão Chesley "Sully" Sullenberger conseguiu pousar um avião em pane no Rio Hudson. Esse ato quase impossível salvou a vida dos 150 passageiros e alçou Sully à categoria de herói nacional. No entanto, nem mesmo a aclamação pública foi capaz de impedir uma investigação rigorosa sobre sua reputação e carreira.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Baseado em factos inteiramente reais, o filme faz inteira justiça ao que aconteceu, apesar de não ser um filme particularmente memorável para nenhum dos envolvidos.** No dia 15 de Janeiro de 2009, o povo americano (e o mundo inteiro) viu com assombro e muita alegria a forma como um avião comercial, após o embate com um bando de aves e a perda dos seus dois motores, conseguiu trapacear a morte e aterrar, de uma forma segura, nas águas do rio Hudson, em Nova Iorque. O piloto, Chelsey Sullenberger, foi amplamente creditado pelo feito aéreo, tendo conseguido salvar todas as pessoas que estavam no avião e limitar o incidente aos danos materiais. De facto, o piloto veterano ignorou largamente as indicações da Torre do seu aeroporto, confiou no seu instinto e na sua experiência como piloto, e tomou a decisão certa. Não é de admirar, portanto, que tudo tenha acabado em filme. Clint Eastwood já fez trabalhos melhores e mais notáveis na sua carreira como director, mas está em boa forma aqui e o filme faz inteira honra ao que aconteceu naquele dia. Todavia, o filme carece de tensão e drama, e a maior parte da acção decorre já depois do acidente, durante toda a longa fase de inquérito em que as autoridades tentaram verificar o que aconteceu, e até que ponto a culpa poderia ser dos pilotos do avião. Tom Hanks é um daqueles actores que podemos chamar uma “aposta segura”. Seja qual for o filme que ele decida fazer, é quase garantido que o actor vai empenhar-se ao máximo e fazer o seu trabalho da melhor forma possível. E este filme não foi excepção, com um desempenho de bom nível, em que Hanks conseguiu captar muito bem a voz, os gestos e maneirismos da pessoa verdadeira que imitou, e que conheceu para o poder fazer. Aaron Eckart também se mostrou à altura do desafio, dando à sua personagem um toque de humor discreto que cai bem, além de dar a Hanks um apoio muito bem-vindo. Infelizmente, da parte do elenco, não há mais nada de bom a salientar. Laura Linney fez tudo o que podia com a sua personagem, mas não tem material e relevância que a auxiliem na sua tarefa. Os avaliadores que analisam depois o que aconteceu, todavia, são as personagens mais ingratas e mal escritas do filme que, para aumentar o efeito dramático, virtualmente os demonizou. Tecnicamente, o filme é bastante decente. Há pelo meio falhas gritantes de anacronismo que o olhar mais atento consegue encontrar com facilidade, como as árvores de folha caduca que se encontram verdejantes, apesar de o filme se passar em pleno Inverno e não haver uma pessoa naquele avião acidentado a quem consigamos ver o bafo (algo comum nos dias mais frios, em que vemos a nossa respiração como um vapor cinza). As cenas no avião foram muito bem feitas e o CGI usado era verdadeiramente bom. A cinematografia é muito boa, o filme aproveita bem a beleza cénica de Nova Iorque e do seu rio Hudson, e os locais de filmagem foram escolhidos e aproveitados da melhor maneira. A banda sonora é essencialmente banal e pouco notável.

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