X-Men: O Filme
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X-Men: O Filme

X-Men: O Filme

Confie em poucos, tema o restante.

Tipo

Filme

Ano

2000

Duração

104 min

Status

Released

Lançamento

2000-07-13

Nota

7.0

Votos

12.089

Direção/Criação

Bryan Singer

Orçamento

US$ 75.000.000

Receita

US$ 296.339.527

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Eles são filhos do átomo superior, o próximo elo na corrente da evolução. Cada um nasceu com uma mutação genética rara, que na puberdade se manifestou em poderes extraordinários. Em um mundo cheio de ódio e preconceito, eles são temidos por aqueles que não podem aceitar suas diferenças. Liderados por Xavier, os X-Men lutam para proteger um mundo que os teme. Eles estão presos em uma batalha contra um ex-colega e amigo, Magneto, que acredita que os humanos e os mutantes não devem viver juntos.

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Reviews

Total: 2

Filipe Manuel Neto

**Um excelente começo para a franquia, com promessas de mais e melhor.** Não estou muito acostumado a filmes que tenham por tema personagens do universo da banda desenhada, mas a qualidade e o impacto que alguns têm tido torna-os visita obrigatória. Assim, e mesmo sem conhecer muito acerca das personagens ou das suas histórias ficcionais, decidi ver os filmes da franquia X-Men. Essa decisão foi seguida de alguma leitura acerca das personagens e dos filmes. Procurei seguir mais ou menos a sequência cronológica dos acontecimentos começando pelas prequelas e continuando, a fim de melhor compreender o que estava a ver. Assim, este filme, que foi o primeiro da franquia, foi o terceiro filme que vi. Neste filme é revelada a forma como um desorientado Logan, ou Wolverine, encontra a jovem Marie, que virá a chamar-se Rogue. É também mostrada a forma como ambos os mutantes são encontrados e auxiliados por Charles Xavier, que os leva para a sua mansão-escola e integra na sua força especial, os X-Men. É o primeiro filme da franquia e um começo bastante sólido, no qual somos apresentados a algumas das personagens mais icónicas do universo X-Men: Xavier, Wolverine, Rogue, Storm, Cyclops e outros mutantes que reconhecemos depressa, não só da banda desenhada mas também – e particularmente no meu caso – dos desenhos animados inspirados na banda desenhada e que foram particularmente populares nos anos Noventa. O filme atinge o seu clímax com um grande confronto entre o grupo e os mutantes da Irmandade formada e liderada pelo perverso Magneto. O roteiro tem a característica de nos apresentar muitas das personagens mais marcantes deste universo de heróis. Apesar disso, o tempo dado a algumas personagens (Storm, Cyclops etc.) é curto. Elas não são parte relevante do roteiro, apesar de terem de aparecer no filme. Muitos vão achar mau, talvez até por terem uma preferência por esses mutantes mas eu, que não sou particular fã de uma personagem específica, achei que foi uma opção sensata do director e do roteirista. São muitos mutantes e dar atenção a todos tornaria o filme cansativo. O filme foca-se em quatro personagens: Rogue, Wolverine, Magneto e Xavier, com os dois últimos dando corpo à sua rivalidade de sempre e liderando as suas respectivas equipas mutantes. O elenco é feito de apostas seguras, na medida em que tem muitos actores que conhecemos de outros trabalhos e que já deram provas do seu talento antes. É o caso de Hugh Jackman, que provou ser uma escolha sábia para Wolverine. Não sei até que ponto o actor sabia que estava a aceitar um dos trabalhos mais marcantes e populares da sua carreira, mas a verdade é que a personagem assentou perfeitamente nos ombros dele. O mesmo se pode dizer de Patrick Stewart, um actor veterano e que já fez outros trabalhos dentro do estilo sci-fi (Jean Luc na franquia *Star Trek*). Olhando para ele, foi a escolha certa para encarnar Xavier e é agora muito difícil, até para mim, pensar num actor alternativo. Outro veterano com provas dadas é o eterno cavalheiro Sir Ian McKellen, que deu ao seu Magneto um ar de elegante perversidade e cinismo e evitou que o vilão se transformasse num cliché sem profundidade. Anna Paquin era uma opção menos óbvia para Rogue, mas o facto é que funcionou bem e resultou numa Rogue jovem, vulnerável e em busca de uma orientação para si mesma. Numa segunda linha, temos ainda a boa performance de Famke Janssen como Jean Grey, Halle Berry como Storm e Rebecca Romijn como Mystique. Quem realmente se destaca pela negativa é James Marsden, que transformou Cyclops num ser insosso, frio e desinteressante. Além destes méritos, o filme tem excelentes valores de produção que importa salientar. É um filme da Marvel e há imensos milhões de dólares envolvidos, o que é bastante evidente desde o início. Visualmente, é um espectáculo por si só, com grandiosos efeitos visuais e o melhor CGI que o dinheiro podia comprar. As cenas e sequências de acção nunca deixam de lado um certo humor suave e subtil que não destoa do conjunto e torna tudo mais divertido de ver, e mais grandioso. O clímax do filme é uma grande e vistosa sequência de acção com o palco na Estátua da Liberdade, um ícone americano que fica sempre bem no cinema. O filme aproveita bem as paisagens urbanas por onde passa, em especial Nova Iorque, e tem excelentes cenários e figurinos luxuosos e detalhados. A cinematografia é excelente e faz bom uso da cor, da luz e sombra. O trabalho de edição também foi bem conseguido, o que resulta num ritmo perfeito, em que não há momentos mortos nem cenas que sintamos estarem a mais no filme. Creio que é justo saudar também o departamento de maquilhagem e a banda sonora, bastante épica, de Michael Kamen.

hementonrenner

**X-Men é uma viagem nostálgica aos primórdios dos filmes de super-heróis** Os efeitos especiais envelheceram um pouco, assim como os figurinos e alguns outros elementos que deixam o filme um tento quanto antiquado. No entanto, Hugh Jackman se destaca no papel de Wolverine, e tem uma boa trama, introduz bem à franquia, mesmo que falhe em desenvolver seus personagens secundários. A direção de Bryan Singer traz seriedade e complexidade moral à narrativa, especialmente destacando a tensão entre Magneto e o Professor Xavier. No geral, o filme merece seu lugar na história, embora não tenha envelhecido tão bem quanto gostaríamos.

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