A Conquista da Honra
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A Conquista da Honra

A Conquista da Honra

Eles lutam por seu país, mas morrem por seus amigos.

Tipo

Filme

Ano

2006

Duração

135 min

Status

Released

Lançamento

2006-10-19

Nota

6.9

Votos

1.997

Direção/Criação

Clint Eastwood

Orçamento

US$ 90.000.000

Receita

US$ 65.900.249

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Em fevereiro e março de 1945, soldados lutam e vencem uma das batalhas mais cruciais da guerra de Iwo Jima. A foto de alguns soldados hasteando a bandeira no topo do Monte Suribachic torna-se um símbolo histórico da vitória americana.

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Um excelente filme, feito com qualidade, sobre a guerra e as suas consequências.** Lançado ao mesmo tempo que o filme “Letters from Iwo Jima”, o filme faz parte de um dos esforços mais notáveis de Clint Eastwood na direcção: dois filmes que abordam uma mesma temática, um mesmo momento histórico, de maneiras diferentes, completando-se mutuamente de maneira subtil. É algo irónico que a produção que se tornou mais notável tenha sido a que se concentra na perspectiva dos japoneses, e não este filme, muito mais concentrado na visão dos acontecimentos do lado norte-americano. A acção revisita a batalha pela ilha japonesa de Iwo Jima, uma das mais violentas de toda a guerra no Oceano Pacífico, e concentra-se na história dos seis soldados que hastearam a primeira bandeira listrada no topo da montanha mais alta da ilha, momento que acabou captado numa icónica fotografia que foi imediatamente aproveitada para levantar a moral nacional e convencer o povo americano a financiar o esforço de guerra pela compra de títulos de emergência, os “war bonds”. Actualmente, a fotografia em questão é considerada uma das mais icónicas de todos os tempos, e uma das imagens mais significativas da II Guerra Mundial. No entanto, e apesar dos louvores públicos, os soldados em causa não se sentem heróis, e começam a sentir que tudo aquilo é uma grande farsa. Com Eastwood a dirigir e Spielberg a produzir, o filme estava condenado a ser bom. Tem imensa qualidade, imenso material muito bem feito, uma história profunda e impactante, personagens muito bem desenvolvidas e diálogos eficazes. Nas cenas de combate, temos bons efeitos visuais e CGI de qualidade, mas este não é um filme onde possamos ver a acção e o perigo na sua maior força. É um filme muito mais psicológico, é muito mais sobre as consequências da guerra (sobre os soldados, sobre os políticos, sobre a máquina do Estado, sobre a moral do povo…) do que sobre campanhas militares e botas na lama. Quanto aos actores, temos imensos nomes de peso no projecto, embora alguns, como John Slattery, Neal NcDonough e Barry Pepper, pareçam estar aqui apenas para fazer parte de um filme que os pode tornar mais conhecidos e interessantes para futuros projectos. John Hickey e Joseph Cross fazem um trabalho bem feito, mas não brilhante. Paul Walker e Jesse Bradford merecem ambos uma nota francamente positiva. Porém, quem rouba toda a atenção é Adam Beach, que deu vida a um soldado de origens indígenas que luta contra os enormes e injustos preconceitos que sempre afectaram as pessoas da sua etnia. Além dele, temos Ryan Phillippe, provavelmente no melhor esforço dramático da sua carreira.

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