Golpe De Mestre 2
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Golpe De Mestre 2

Golpe De Mestre 2

Tipo

Filme

Ano

1983

Duração

102 min

Status

Released

Lançamento

1983-02-18

Nota

4.7

Votos

49

Direção/Criação

Jeremy Kagan

Orçamento

-

Receita

US$ 6.347.072

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

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Reviews

Total: 1

Filipe Manuel Neto

**Quase podemos dizer que qualquer semelhança com a primeira “Golpada” é uma pura coincidência.** Adorei o primeiro filme, mas quando vi que tinha tido uma sequela, fiquei desconfiado: por norma, são sempre muito mais fracas que os originais. E assim foi! Este filme não é mais do que uma sombra pálida do seu predecessor. Tenta dar seguimento à história dos vigaristas do primeiro filme, com um roteiro ambientado quatro a cinco anos depois, no entanto, é uma história muito mais fraca, desarticulada, convencional e previsível. Não vale muito a pena resumir a história: basta dizer que os vigaristas estão de volta para vingar um companheiro que foi morto. O elenco é totalmente diferente do filme original, e isso foi um dos primeiros sinais de alarme para mim, mesmo antes de o filme começar. Se o primeiro filme foi um ninho de artistas de primeira categoria como Robert Shaw, Robert Redford ou Paul Newman, este filme aposta em actores um pouco mais fracos porque os primitivos não quiseram voltar ao projecto. E o meu alarme reforçou-se quando vi que ainda era outro director, Jeremy Kagan. Não o conheço, mas não fiquei impressionado com o trabalho dele aqui. Quando falamos dos actores deste filme, o melhor que temos é Jackie Gleason. Ele não é um grande actor, mas faz um trabalho interessante, com empenho e com algum talento que merece uma nota muito positiva. Mac Davis é muito menos bem sucedido, não indo muito além da mediania. O mesmo se pode dizer, basicamente, de Karl Malden e Teri Garr, que não brilham nos seus respectivos papéis. É muito pouco e não satisfaz nada as expectativas, principalmente as do público que viu o filme original. Tecnicamente, o filme brilha pela boa cinematografia, pela boa cor e pelos créditos que iniciam o filme, os quais são um aceno ao filme original. Isso foi muito agradável e deu ao filme uma sensação de comédia familiar muito boa. Também gostei da generalidade dos cenários e dos figurinos, bem como da recriação da época em que tudo aconteceu. O problema é realmente a banda sonora. Se o primeiro filme utilizou inteligentemente uma série de melodias de Scott Joplin, um dos grandes compositores em voga na época, este filme foi totalmente incapaz de fazer um exercício semelhante, o que foi pena. Porém, a banda sonora original composta para o filme por Lalo Schiffrin era boa o bastante para merecer uma indicação ao Óscar, que não chegou a ganhar. A única indicação, o que não deixa de ser mais um indicativo se considerarmos que o filme anterior foi nomeado dez vezes e “limpou” o auditório ao levar sete estatuetas para casa.

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