A Primeira Noite de um Homem
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A Primeira Noite de um Homem

A Primeira Noite de um Homem

Este é Benjamin. Ele está um pouco preocupado com seu futuro.

Tipo

Filme

Ano

1967

Duração

106 min

Status

Released

Lançamento

1967-12-21

Nota

7.6

Votos

3.636

Direção/Criação

Mike Nichols

Orçamento

US$ 3.000.000

Receita

US$ 104.945.305

Temporadas

-

Episódios

-

Sinopse

Após se formar na faculdade, Benjamin Braddock (Dustin Hoffman) retorna para casa. Indeciso quanto ao seu futuro, ele acaba sendo seduzido pela senhora Robinson (Anne Bancroft) uma amiga de meia-idade de seus pais. Mas na verdade ele está interessado na filha dela, a bela Elaine Robinson (Katharine Ross).

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Reviews

Total: 2

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_É um filme sobre a juventude e para a juventude - que também agrada os mais velhos, é claro! Trata-se da descoberta da sexualidade por um adolescente pouco iniciado no assunto. Invertendo a ideia clássica dos filmes teens "garoto conhece garota", a sedutora é uma mulher mais velha, o que dá tração para muitos fetiches._

Filipe Manuel Neto

**Um bom exemplo de um filme extremamente marcante na sua época, mas que hoje não tem grande relevância.** Este filme é considerado por alguns como um dos melhores que o cinema americano nos deu. Também é o filme que catapultou para a fama o discreto Dustin Hoffman, um dos actores mais regulares e sólidos da sua geração, com um trabalho extenso e créditos bem firmados. Não há dúvidas que ele fez por merecer o estatuto, neste e noutros filmes que se seguiram. Porém, considerar este filme como um dos melhores já feitos nos EUA não me parece justo: o filme é satisfatório, foi um enorme sucesso na época e teve impacto na cultura popular, mas envelheceu mal e hoje não parece mais do que um trabalho menor. O roteiro é, talvez, o ponto-chave para entender o filme: um triângulo amoroso entre um jovem inexperiente com mulheres, uma mulher mais velha e sedutora e a sua jovem filha, por quem ele se apaixona. Lançado em 1967, no embalo da Revolução Sexual e de uma contestação crescente aos valores e à moral da sociedade, é um filme com forte enfoque na sexualidade das personagens e que põe a mulher num papel de sedutora perante uma figura masculina imberbe, atrapalhada e oposta a qualquer noção de galã convencional. As evocações sexuais são discretas aos nossos olhos – estamos demasiado habituados a filmes de conteúdo sexual explícito – mas o bastante para chocar e entusiasmar as pessoas naquela época e dar ao filme um enorme sucesso nas bilheteiras. Porém, vamos ser sinceros: observando o filme hoje, com imparcialidade, é esquecível. Compreendo o impacto que teve e a forma como foi encarado, mas envelheceu mal e parece um tanto datado, desinteressante e convencional. Por outro lado, há uma enorme falta de moral na história, um niilismo implícito que só é rebatido quando a personagem de Hoffman luta pelo amor, encontrando aí um sentido que vai além da simples atracção carnal, ainda que a história entre estas duas personagens pareça totalmente inacreditável. Tecnicamente, o filme não tem nada de especial, e assume um aspecto convencional à medida que aposta todas as fichas na história contada e no desempenho do elenco. Só há um cuidado adicional nalguns detalhes, como na excelente banda sonora, com músicas de Simon & Garfunkel, feitas de propósito para o filme e que hoje são conhecidas até por quem nunca o viu. Dustin Hoffman mereceu toda a atenção que teve: o actor carregou o filme às costas e aproveitou sabiamente a ocasião para alavancar a carreira. Porém, é o único actor interessante no filme. Anne Bancroft cumpre com o que se exige dela, mas não vai além disso e Katherine Ross não é bem aproveitada.

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